Poborsky recorda chapéu a Portugal no Euro'96: «Bola fez ricochete várias vezes»

Checo admite que teve alguma sorte no lance que ditou o afastamento português na prova

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Foi há precisamente 24 anos: o chapéu de Poborsky que acabou com o sonho de Portugal

Em entrevista ao site da UEFA, Karel Poborsky recordou o golo que ditou o afastamento de Portugal nos quartos de final do Europeu de 1996. O jogo colocava República Checa e a Seleção Nacional em confronto e a vitória valia a presença no lote dos quatro melhores. Os checos levaram a melhor, com um golo solitário e de grande recorte técnico de Poborsky, na altura jogador do Slavia Praga - representaria mais tarde o Benfica.

Apesar da derrota, a partida foi de sentido único, com Portugal sempre mais próximo do golo do que o adversário. "Eles eram os favoritos... uma equipa tecnicamente talentosa. Tivemos alguns momentos que quase pareciam contra-ataques e um deles foi bem-sucedido", recordou o antigo extremo. A equipa lusa contou no onze inicial com jogadores como Vítor Baía, Paulo Sousa, Luís Figo, Rui Costa, João Pinto ou Sá Pinto. 

Contudo, todo este domínio e qualidade técnica não foram suficientes para levar Portugal às meias-finais do torneio, perante uma enorme exibição do guarda-redes checo, Petr Kouba, que estava determinado em permitir que tal não acontecesse. Poborsky admite que a República Checa "defendeu quase o tempo todo": "estávamos a ser pressionados e Petr Kouba manteve-nos em jogo."

Quanto a Poborsky, de registar o golo de belíssimo efeito - chapéu de fora de área a Vítor Baía -, que o próprio confessa ter sido fortuito. "A bola fez ricochete várias vezes, caiu atrás de três jogadores portugueses e pude correr sozinho. Foi um 1x1 e sem isso talvez o jogo tivesse sido diferente. Foi um momento de sorte esse ressalto", recordou.

O antigo futebolista diz ter brincado sobre o jogo com os companheiros de Benfica João Pinto e Paulo Madeira, entre outros: "Conversámos e brincámos várias vezes sobre a partida, mas devo dizer que isso me ajudou. O mesmo aconteceu com os adeptos em Portugal. Eles sabiam quem eu era, sabiam o futebol que eu jogava e nunca senti raiva ou ofensas por causa desse golo".

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