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"O Panathinaikos joga sempre para ganhar. Quem vem para cá traz essa ambição", diz o treinador português
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Rui Vitória está ciente da grandeza e dificuldade do projeto que tem pela frente no Panathinaikos, pelo qual se estreia amanhã na visita ao Volos, respeitante à 10.ª jornada da liga grega. "Não vou esconder. Um clube destes joga sempre para ganhar. Quem vem para o Panathinaikos traz consigo essa ambição. Conheço a exigência que existe, a tradição do clube. Não venho com medo. Não sou, todavia, um vendedor de sonhos baratos. Se o fosse diria que estava aqui para ganhar o campeonato. Ora, tal não se consegue sem se trabalhar diariamente para isso. Portanto, prefiro ir injetando essa ambição no dia a dia", frisa o treinador luso na cerimónia de apresentação.
O Pana segue num modesto 8.º lugar com 13 pontos, menos cinco do que o líder Aris. Com contrato válido por época e meia, Rui Vitória tem a noção de que um dos segredos para o sucesso do projeto é a união. "O treinador não consegue resolver todos os problemas sozinho. Isso só se consegue coletivamente. O Messi ou o Ronaldo eram capazes, por si só, de solucionar os problemas. Mas hoje em dia para se atingirem resultados toda a gente tem que trabalhar. Ganhar um campeonato é difícil, é o nosso estado de espírito que nos permite vencer as corridas. As armas mais importantes num clube como este são o trabalho e o controlo emocional. Há que ter confiança nas pessoas com quem trabalhamos e batalhar, ir à luta", vinca o técnico, revelando duas das várias personalidades que influenciaram o seu percurso: "José Mourinho é uma figura importante para todos os treinadores do mundo. Há uma pessoa que altera a nossa forma de pensar e de trabalhar. Falo de Manuel Sérgio, um filósofo."
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