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No seu regresso ao clube do Sul de França, o antigo presidente entrou a ”matar”: trocou de treinador (despediu o espanhol Clemente) e avisou os jogadores que, em caso de despromoção, ninguém sai
BERNARD Tapie entrou segunda-feira a ”matar” no seu regresso ao Olympique de Marselha, clube do qual foi presidente entre 1986 e 1994, antes de ser envolvido num escândalo de corrupção. Agora como director desportivo – foi segunda-feira ”apresentado” à Imprensa –, o polémico dirigente começou por despedir o treinador da equipa, o espanhol Javier Clemente, substituindo-o pelo seu amigo Tomislav Ivic, o qual irá orientar o OM nos derradeiros quatro jogos da época, procurando evitar a despromoção [é 14.º classificado, com cinco pontos sobre a ”linha de água”].
”Javier Clemente tem uma carreira formidável, mas não tenho tempo para aprender espanhol numa semana e por isso pedi ao meu amigo Ivic para vir amanhã [terça-feira] de manhã”, justificou Tapie na conferência de Imprensa dada no Stade Vélodrome, a qual se seguiu a um encontro com todos os jogadores e demais elementos do clube.
Já no encontro com os jornalistas, Tapie deixou um ”recado” muito claro aos atletas: ”A margem de manobra é muito reduzida e só nos será favorável se formos implacáveis. Isto quer dizer que, se descermos de divisão, vamos conservar todos os jogadores. Aqui não vai haver oportunidade para os batoteiros.”
Sobre o seu estatuto, o dirigente revelou que Robert Louis Dreyfuss, presidente do clube, lhe ofereceu opção sobre 15 por cento do capital do OM, ”em contrapartida pelo trabalho que vou efectuar sem remuneração”. Além disto, Tapie terá ainda uma outra opção de 20 por cento sobre a base da conta-corrente, em função dos resultados que o Olympique vier a conseguir.
Questão de sinceridade
Antes da conferência de Tapie, foi lido, por Reto Stiffler, um comunicado de Robert Louis-Dreyfus, no qual o presidente explicou a sua opção.
”Permitam-me acreditar que um ser humano não comete o mesmo erro duas vezes. Se escolhi incluir Bernard Tapie entre os associados é porque o OM se lhe cola à pele. Assumo a decisão de o fazer regressar a um clube onde os seus resultados desportivos foram bem melhores que os meus”, assinalou o documento.
O regressado
Outro regresso a Marselha é o de Ivic, de 67 anos. O técnico croata encontrava-se parado desde que, em Dezembro, abandonou o Standard Liège (o outro clube de Dreyfus) devido a problemas cardíacos. Antes, Ivic orientou o OM entre Julho e Outubro de 1991.
Bávaros colocaram-se, à condição, a mais de 10 pontos do 2.º classificado
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