Triunfo da tática do pirilau

Corinthians conquistou Copa São Paulo de Futebol Júnior com esquema celebrizado pelo treinador Paulo Autuori...

Triunfo da tática do pirilau
Triunfo da tática do pirilau

Torneio apetitoso para olheiros de todo o Mundo, por reunir jogadores sub-20 de 104 clubes brasileiros, que disputam, durante 20 dias em 25 cidades do estado de São Paulo, a Copa São Paulo de Futebol Júnior teve no Corinthians, recordista de triunfos na competição, o justo vencedor, consumando um trajeto só com vitórias que culminou com o triunfo na final (1-0) ante o Botafogo de Ribeirão Preto, a grande revelação da 46.ª edição.

Ao invés, o Santos, bicampeão em título, afirmou-se como a maior deceção, ao não conseguir o apuramento para os “oitavos”, quedando-se por um paupérrimo 3.º lugar no grupo D atrás dos modestos Linense e Penepolense. A festa do futebol jovem brasileiro foi um desfiar de sonhos individuais traduzido em golos magníficos e jogadas ziguezagueantes para gáudio de uma galera apaixonada. Ao invés, a anarquia tática, a preparação física mal ministrada, a falta de inteligência na tomada de decisões e a escassa qualidade dos guarda-redes continuam a marcar uma clivagem profunda entre o futebol brasileiro e o europeu.

Timãozinho

O 4x2x2x2, em tempos batizado por Paulo Autuori como a tática do pirilau, acabou por sair vitorioso da Copinha’2015, ao ser o sistema de eleição de Corinthians e Botafogo de Ribeirão Preto, os finalistas da competição que eliminaram nas meias-finais o São Paulo (4x3x3) e o Palmeiras (4x4x2 em losango).

O Timãozinho, comandado por Osmar Loss, o novo guru do futebol de base brasileiro, que já açambarcara os títulos do Paulista sub-20 e do Brasileirão sub-20, teve como fator diferenciador a dupla formada por Maycon e Marciel, dois médios-centros construtores e condutores, sempre disponíveis para projetarem ofensivamente os laterais – Léo Príncipe, à direita, e Arana, à esquerda – ou para oferecerem passes açucarados à dupla de criativos – Matheus Cassini, ausente na final, destacou-se face a Matheus Vargas e Yan – e aos dois avançados – a revelação Gabriel Vasconcelos, um dos artilheiros, e Gustavo Tocantins.

Marciel, o MVP

Natural de Porto Alegre, Marciel da Silva, de 19 anos, foi a grande figura do Corinthians, afirmando-se como o jogador com perfil mais europeu da Copinha, a que não é alheia a sua passagem pelos escalões de base da Roma. Médio-centro canhoto, capaz de recorrer ao pé direito, destaca-se por ser um “8” de elevada disponibilidade física, dinâmico e muito ágil, capaz de fazer o vaivém defesa-ataque-defesa.

Conjuga qualidade técnica, visão de jogo e qualidade no passe e nos cruzamentos. Sagaz a arrogar ações de condução e de desequilíbrio, apesar de assumir riscos excessivos nas saídas para ataque, é capaz de imprimir acelerações e projetar-se através de dribles, não hesitando em buscar a baliza adversária através de remates com o pé esquerdo em lances de bola corrida e parada. A nível defensivo é agressivo e pressionante, mostrando acutilância para se impor em ações de antecipação.

O melhor onze. Thales (Botafogo Ribeirão Preto) – Raul (Grêmio Porto Alegre), Caio Ruan (Botafogo Ribeirão Preto), Rodrigo Sam (Corinthians), Guilherme Arana (Corinthians) – Gustavo Hebling (São Paulo), Marciel (Corinthians) – Matheus Cassini (Corinthians), Alex Apolinário (Botafogo Ribeirão Preto) – João Paulo (São Paulo), Gabriel Vasconcelos (Corinthians).

Deixe o seu comentário
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Geral ver exemplo
Ultimas de Internacional
Notícias
Notícias Mais Vistas