Rummenigge: «Na Superliga compra-se o lugar porque se é rico»

Antigo CEO do Bayern Munique deixou duras críticas ao projeto

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• Foto: Fernando Ferreira

Karl-Heinz Rummenigge, antigo CEO do Bayern Munique, deixou críticas à Superliga Europeia na semana em que o Tribunal de Justiça da UE vai tomar uma decisão sobre o caso. O projeto, que conta nesta fase apenas com Barcelona e Real Madrid, refira-se, foi criado para rivalizar com a Liga dos Campeões.  

"Eu estava lá na noite em que anunciaram a Superliga. Eram doze clubes, tinham tentado convencer-nos a nós e a outros, estavam no ponto de rutura. Pensei: ‘E se eles fazem mesmo a revolução?’ Seria o caos. Estava no estádio do Bayern e o Ceferin mandava-me mensagens de cinco em cinco minutos a dizer: ‘o Chelsea, o Liverpool, o City retiraram-se’. Estava tudo acabado", afirmou em entrevista ao jornal italiano ‘Gazetta dello Sport’.

E prosseguiu: "A palavra diz tudo. Tem ‘super’ no nome. Quer ser superior a tudo, às ligas, à Liga dos Campeões, ao futebol. Que ideia…".

Rummenigge revelou ainda as palavras que os responsáveis do Bayern disseram quando foram convidados para entrar na Superliga: "Eu, Uli Hoeness e o presidente Hainer dissemos: ‘Nunca connosco! Queremos ganhar, mas com regularidade’. O PSG também pensava assim".

O antigo presidente do Bayern foi ainda questionado sobre o que aconteceria se a Superliga efetivamente existisse: "A Serie A tornar-se-ia a Serie B e a Bundesliga a segunda divisão. Competições pobres. E sabem porquê? Para prejudicar a Premier, que ganha mais dinheiro simplesmente porque é a melhor. Sobretudo os espanhóis quiseram prejudicá-la e inventaram esta prova. Adeus Juve-Cagliari, adeus Bayern-Bielefeld".

Rummenigge deixou também elogios à UEFA e à Champions: "A nova Liga dos Campeões com 36 equipas será ainda mais espetacular e aberta. Viram os festejos do Copenhaga? Para eles foi como se fosse Natal. Os habituais têm sempre de ganhar? Não no futebol. No futebol há o impensável, a emoção. Não é matemática. Ninguém na Alemanha iria para a Superliga, haveria uma revolução dos adeptos".

E continuou, proferindo mais críticas à Superliga: "Connosco o mérito prevalece. Se fores bom ganhas. Na Superliga compra-se o lugar porque se é rico e ganha-se mesmo que não se ganhe. Isso não é para nós".

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