Técnico do Santa Rita revela relatos de que terá sido lançado gás sobre os adeptos

Sérgio Traguil garante, todavia, que só se apercebeu da dimensão da tragédia após o final do encontro

• Foto: DR Record

Os treinadores de Recreativo de Libolo e Santa Rita de Cássia, os portugueses Sérgio Traguil e Carlos Vaz Pinto, já reagiram à tragédia ocorrida no primeiro encontro do Girabola 2017, que provocou a morte de pelo menos 17 adeptos. 

"Não nos apercebemos de nada. O que aconteceu foi tudo fora do estádio. Pelas informações que me chegaram, no início do jogo algumas pessoas sem bilhete tentaram forçar a entrada. Segundo os relatos das pessoas, o cordão de segurança foi mal feito pela polícia e registou-se um grande aglomerado. Depois, dizem que a polícia terá lançado gás lacrimogénio e gerou-se a confusão. Houve pessoas asfixiadas", explicou o treinador da equipa da casa, Sérgio Traguil, garantindo estar a acompanhar a situação a par e passo.

"Estou em casa do presidente. Estamos a acompanhar a situação e a tentar dar apoio, algum conforto aos familiares das vítimas. Está tudo em grande rebuliço. Estão 17 mortos confirmados, 5 feridos graves e estão 76 pessoas internadas, estes são os números oficiais", acrescentou o treinador do Santa Rita de Cássia, tentando encontrar uma explicação para o sucedido.

"Aqui os adeptos são muito ferverosos. Mas nunca pensei passar por algo assim. O futebol deve ser festa e não tragédia. Isto é uma tragédia enorme que vai deixar marcas em todos", concluiu Traguil.

Também Carlos Vaz Pinto assgura só ter sabido o que aconteceu no final do encontro, embora se tenha apercebido que algo estava errado, ainda antes do início da partida.

"Tudo aconteceu no início do jogo e foi até um dos meus adjuntos que comentou estar a haver alguma confusão num dos portões do estádio. Vimos algumas pessoas a correrem, mas o jogo começou e decorreu de uma forma normal. Não tivemos qualquer informação sobre o que se tinha passado. Só no final, já dentro do autocarro, quando nos deslocávamos para o aeroporto, é que fomos informados que havia mortos, mas não quantos", assegura o técnico do Reacreativo de Libolo, tentando reconstituir o que se passou.

"Foi à entrada do estádio, poucos metros dentro. À chegada ao estádio, passamos por aquele mesmo portão e havia muita gente para entrar no estádio, mas tudo decorria de forma ordeira. Havia uma grande fila de pessoas, o autocarro passou pela multidão, sem qualquer problema. Nada fazia prever que isto pudesse acontecer", reconheceu o técnico. 

Por José Carlos Freitas
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Angola

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.