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Conheça a história do reforço do Bangu, que vai defrontar o Flamengo no Campeonato Carioca
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O Bangu, equipa que disputa o Campeonato Carioca, anunciou como novo reforço um jogador que, aos 24 anos, tem uma história de vida com muito para contar. Falamos de Garrinsha. Sim, leu bem... com 's'. É um avançado haitiano, que carrega consigo o nome de um dos maiores craques que o Brasil produziu.
Garrinsha Estinphile nasceu em Cabaret, no Haiti, e é filho de Joseph Garry, que foi também futebolista. Como grande fã de futebol brasileiro, Garry decidiu homenagear o seu jogador favorito, dando o mesmo nome ao seu primeiro filho. Como no crioulo haitiano o "s" e o "c" têm sons semelhantes, ficou Garrinsha, em vez de Garrincha, sendo que o próprio admite que o nome desperta curiosidade.
"Eu levo isso na boa. Sabem porquê? Porque, se for pensar pelo lado de carregar um peso, pode atrapalhar-me no futebol. Levo na boa, mas sei que, pelo nome, às vezes as pessoas olham para mim de forma diferente", começa por dizer, em entrevista à 'Globo Esporte'.
Curiosamente, Garrinsha terá esta quarta-feira a oportunidade de defrontar o Flamengo, no Campeonato Carioca, um dos clubes onde jogou... Garrincha. Embora tenha cumprido a maioria da sua carreira ao serviço do Botafogo (entre 1953 e 1965), o mítico avançado canarinho alinhou alguns meses no Mengão, em 1968 e 1969, já numa fase descendente.
"O Garrincha foi um grande jogador, com muita habilidade. Já vi muitos vídeos dele. E uma das minhas principais características no futebol é drible, velocidade", diz o avançado do conjunto alvirrubro, comparando-se ao ídolo do seu pai.
Garrinsha sobreviveu a sismo de 2010 no Haiti
Garrinsha viveu muitos momentos difíceis no seu país natal. O jogador e os pais são sobreviventes do terremoto que devastou o Haiti em 2010. Mais de 3 mil pessoas morreram por causa do sismo de magnitude 7,0 na escala Richter, ocorrido no dia 12 de janeiro, numa das maiores catástrofes humanitárias registadas neste século. Admite que se recorda como se tivesse sido ontem. Tinha 8 anos, na altura, e estava a jogar a bola com um primo, quando a terra começou a tremer. Assustados, os dois correram para dentro de casa.
"O que mais me marcou foi o que se passou com o meu primo. Vi a parede a cair em cima dele, mas depois conseguimos tirá-lo de lá. Graças a Deus, ele não morreu. Foi terrível!
Garrinsha sobre o terramoto no Haiti, em 2011
"O que mais me marcou foi o que se passou com o meu primo. Vi a parede a cair em cima dele, mas depois conseguimos tirá-lo de lá. Graças a Deus, ele não morreu. Foi terrível! Perdi amigos, perdi família. Não fui atingido, mas vi várias outras pessoas a morrer. Perdemos muita gente", desabafa.
Depois de ultrapassar esta tragédia, Garrinsha conseguiu singrar no futebol e mudar-se para o Brasil, em 2019, através de um programa de intercâmbio. Desde aí, assinou pelo Pérolas Negras, mas tem sido emprestado a vários clubes do estado do Rio de Janeiro. Chega agora ao Bangu, numa nova cedência, onde espera honrar o nome que o pai lhe atribuiu à nascença.
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