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Valores apresentados não eram "minimamente razoáveis", diz o Ministério Público
O Flamengo recusou-se a fechar o acordo de indemnização aos familiares das vítimas do incêndio no centro de treinos, no Rio de Janeiro, que matou 10 rapzes a 8 de fevereiro, informaram esta quarta-feira fontes oficiais.
A defesa das vítimas, que está a cargo da Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público do Trabalho anunciaram, em comunicado, que os valores apresentados pelo clube, como forma de indemnização, não eram "minimamente razoáveis".
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Acrescentam que, "esgotadas todas as tentativas de negociação, o Clube de Regatas do Flamengo recusou-se a celebrar um acordo de indemnização às vítimas do incêndio", ocorrido no centro de treinos do clube.
"Os valores apresentados pelo clube estão aquém daquilo que as instituições entendem como minimamente razoável diante da enorme perda das famílias e demais envolvidos", notificaram as entidades, num comunicado publicado nas respetivas páginas na Internet.
O comunicado refere ainda que, com a recusa do estabelecimento de um acordo, "as instituições procurarão agora a reparação judicial", informando que ainda hoje os familiares dos jogadores serão atendidos pela Defensoria Pública, para que sejam orientados sobre as possíveis medidas a tomar.
Por seu lado, o Flamengo afirmou, em comunicado, que foi oferecido às famílias "um valor que está acima dos padrões que são adotados pela Justiça brasileira", acrescentando o clube que "teve o cuidado de oferecer valores maiores dos que estão sendo estipulados em casos similares".
A direção do clube acrescentou que "irá instaurar um procedimento de mediação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, coordenado pelo Desembargador Cesar Cury, e para o qual convidará as famílias", o mesmo acontecendo com as autoridades.
Os dez rapazes que morreram no incêndio que deflagrou na madrugada do passado dia 8 de fevereiro no centro de treinos do Flamengo, clube de futebol do Rio de Janeiro, tinham entre 14 e 16 anos e jogavam pelo clube brasileiro.
O fogo atingiu o alojamento onde viviam os jovens atletas, que na sua maioria eram provenientes de outros estados brasileiros, no momento em que estes se encontravam a dormir.
O incêndio causou ainda três feridos, com idades entre os 14 e os 15 anos, sendo que um se encontra em estado grave, com 30% a 35% do corpo queimado, tendo já sido operado, de acordo com a plataforma de notícias G1.
Segundo dados revelados pela prefeitura do Rio de Janeiro, a área em que o Flamengo construiu o alojamento das suas categorias de formação e que acabou por ser destruído pelo fogo na manhã de hoje, tinha a permissão da prefeitura do Rio de Janeiro para funcionar apenas como estacionamento, conforme uma autorização concedida ao clube no ano passado.
O centro de treinos em causa não possuía certificado contra incêndios, informaram os bombeiros do Rio de Janeiro.
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