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Treinador português elogia o nível do jogo praticado pela sua equipa e congratula-se por mais uma vitória do 'Mengão'
Mais um jogo, mais uma vitória, Jorge Jesus continua a somar triunfos no Brasileirão, cimentando a liderança do Flamengo. O técnico português congratulou-se com o desempenho da equipa diante do Atlético Mineiro e mostra-se orgulhoso pelo trabalho que está a ser desenvolvido no 'Mengão'.
"É uma equipa que em três meses parece que trabalha comigo há três anos. Isso é fácil pela qualidade dos jogadores. Penso que vou deixar um legado, não só no Flamengo, mas no futebol brasileiro. Nossa forma de jogar é totalmente diferente de todas as equipas. Não digo que é melhor ou pior, mas é minha. Só deixa raízes quem ganha. Vamos deixar muitas das ideias que trouxemos. Sentimos orgulho no nosso trabalho e também por estarmos no Flamengo", referiu Jesus, depois da partida.
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O português é já o treinador estrangeiro com mais rondas disputadas na liderança do Brasileirão, mas Jesus minimiza essa estatística: "Não é o mais importante neste momento. Temos um objetivo que é chegar à última ronda em primeiro. Com muitos ou poucos pontos, não interessa. O nosso objetivo era alcançar a primeira posição, manter e é isso que estamos a fazer."
O treinador foi ainda confrontado sobre a atenção que os resultados do Flamengo têm tido em Portugal. "Como português, tenho muito orgulho por sentir que neste momento o Flamengo é falado todos os dias em todas as televisões portuguesas. Em Portugal, há uma rivalidade muito grande entre Benfica e Sporting. Treinei os dois e fico feliz por sentir que os adeptos de ambos estão orgulhosos do trabalho que estamos a fazer aqui. Maior satisfação que essa não existe. É para isso que trabalho. Para valorizar primeiro o Flamengo, depois o futebol brasileiro e em terceiro o meu país, os meus compatriotas... que têm orgulho no trabalho que estou a fazer."
Os adeptos adoram-no, mas Jesus sabe que isso pode mudar de um dia para outro. "Claro que sinto o carinho. Quem é que não gosta de ser acarinhado e reconhecido pelo seu trabalho? Todos nós, mas não me iludo. Tenho 30 anos como treinador e sei como este trabalho pode ser cruel, como se passa de bestial a besta. Estamos a falar de paixão, que é o que eu sinto no Brasil. No Flamengo, é fora do comum. Fico triste por ver todas as semanas adeptos invadirem os centros de treino das equipas. As únicas equipas em que isso não acontece são o Flamengo e o Santos, mas já aconteceu no aeroporto. Acho que esse não é o caminho. A paixão pelo clube não é só quando se ganha, mas é também sofrer com eles. Queria deixar aqui um pedido: não tratem assim os jogadores e as equipas. Não é assim que eles vão dar a volta. Essa é a única nota que me incomoda."
Será que nesta altura os adversários têm medo do Flamengo? "Não têm medo, têm respeito. O Flamengo está em primeiro, apresenta um futebol com muita qualidade. Quero dar os parabéns ao treinador ao Atlético-MG, que tentou anular o adversário com respostas táticas e a jogar. Não ficando no chão, fazendo faltas... Essa é minha mentalidade. Quero dar-lhe os parabéns."
Confrontado com a possibilidade de um dia treinar a seleção brasileira, o técnico lembrou que o seu objetivo neste momento é o Flamengo: "Ninguém tem dúvidas que é uma das melhores do Mundo, tem os melhores jogadores e um excelente técnico. Estou a fazer o meu trabalho no Flamengo. Vim com o objetivo desportivo. Não sei se vou alcançar, já estive mais longe. E esse é o meu foco."
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