Jorge Jesus à partida para o Brasil: «Tenho dois meses para decidir a minha vida»

Treinador do Flamengo falou sobre a sua situação contratual com o emblema brasileiro

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Jorge Jesus: «Sinto que o Flamengo me quer muito e isso para mim é determinante»

Jorge Jesus regressa esta sexta-feira ao Brasil, ainda sem perpetivas sobre o seu futuro no Flamengo - termina contrato em junho.

O treinador português falou aos jornalistas presentes no Aeroporto de Lisboa sobre o seu vínculo com o emblema brasileiro, sobre a situação mundial em torno da pandemia de Covid-19 e ainda sobre o regresso das competições em Portugal, que diz estar de acordo.

"Nós temos compromissos contratuais, ainda temos mais dois meses de contrato e o Flamengo marcou-nos uma data para regressar e temos de o fazer. As nossas vidas profissionais, por causa da Covid-19, tudo terá de ser vivido no dia-a-dia e não tenho, neste momento, mais nenhum projeto a não ser que tenho um compromisso com o Flamengo."

Preocupa-lhe o regresso ao Brasil neste momento?

"Não me preocupa, estou mentalizado. Eu e toda a gente no Mundo tem de estar mentalizada que enquanto não houver vacina temos de saber conviver com o vírus. Não há volta a dar, quem pensar o contrário se calhar ainda tem de ficar um ano em casa. Portanto, como todos nós temos de viver com este vírus, para mim, estar em Portugal ou no Brasil é-me igual."

Deseja continuar no Flamengo?

"Tudo isto alterou, não só o meu pensamento, mas sobretudo isso. Neste momento não tenho nada em mente, tenho de viver o dia-a-dia, saber o que vai acontecer em função desta epidemia e tomar decisões. Tenho dois meses, até para os dirigentes do Flamengo para decidirem o que é melhor para eles. Sentimos que criámos uma grande equipa. Isso é um dos factores que me motiva muito mais a continuar e a forma como também tenho sido tratado. Tenho dois meses para decidir a minha vida."

O que pensa do regresso das competições?

"Sei que em Portugal as equipas vão começar segunda-feira. Acho muito bem. Nós temos de saber conviver com o vírus. Os jogadores são trabalhadores e as equipas dão condições aos seus profissionais de garantia e de trabalho que muitas empresas não dão. Os jogadores vão ser todos testados, os familiares deles também, eles andam em carros privados. Vão ser testados de duas em duas semanas, tomara eu que todos os trabalhadores de todas as empresas pudessem fazer isso. Se houver alguma oposição às equipas de futebol, estou a falar em treinar, então todas as áreas têm de parar. Ninguém tem as condições que têm os profissionais de futebol."

"É uma questão de saberes controlar os teus jogadores. É igual em todas as áreas. Se começamos a colocar aqui porquês então não há hipótese, temos de ficar todos um ano em casa. Ninguém vai perceber que tem de conviver com o vírus. Não há outra hipótese. O povo português está a dar um exemplo sobre o que é saber viver em comunidade com os interesses de todos. Não podemos ter medo de conviver com aquilo que o Mundo nos criou."

Possível redução de salário? 

"Neste momento não é isso que está em questão. Não sou diferente dos outros. Isso está a acontecer em todo o Mundo, com todos os profissionais de outras áreas. Portanto, comigo também será discutido."

"Claro que tem, quando há uma negociação tem de haver um acordo de ambas as partes. Sinto que o Flamengo quer-me muito e isso para mim é determinante, ter um clube que me quer muito. Assim como ter a nação do Flamengo com a mesma ideia, isso será determinante para a minha decisão", concluiu.

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