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Flamengo conquistou este domingo o sétimo título no Brasileirão
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Um dia depois da conquista da Taça Libertadores, Jorge Jesus tornou-se o primeiro português a vencer um campeonato nacional na América do Sul, ao arrebatar, sem jogar, o título brasileiro pelo Flamengo.
A derrota caseira do Palmeiras face ao Grémio selou o sétimo título do mengão, e primeiro desde 2009, com quatro jornadas por disputar, num trajeto iniciado por Abel Braga e finalizado pelo técnico luso, de 65 anos.
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Jorge Jesus recebeu a equipa no terceiro lugar, atrás de Palmeiras e Santos, mas não demorou a ultrapassá-los e a ganhar grande avanço, que lhe permite colocar as 'mãos' no Brasileirão com apenas 34 jornadas disputadas.
O técnico brasileiro estreou-se a 14 de julho, com uma goleada caseira por 6-1 sobre o Goiás, em encontro da 10.ª jornada, mas, depois, só ganhou um dos três jogos seguintes - 1-1 fora com o Corinthians, 3-2 ao Botafogo e 0-3 no reduto do Bahia.
O embate na Arena Fonte Nova aconteceu em 4 de agosto e foi a primeira e também a única derrota do Flamengo no campeonato sob o comando de Jorge Jesus.
Depois desse desaire, há três meses e 20 dias, o conjunto carioca já vai em 21 jogos sem perder (18 vitórias e três empates, com 48-14 em golos), para um total, em 25 jogos, de 20 vitórias, quatro igualdades e um desaire, com 58-21 nos golos.
Jesus, que ainda pode ganhar em 2019 o Mundial de clubes, prova em que terá no Liverpool o principal adversário, fez história, pois nenhum técnico luso havia arrebatado um campeonato na América do Sul e só dois haviam triunfado no continente americano.
Guilherme Farinha, atualmente com 63 anos venceu dois títulos na Costa Rica, ao serviço do Alajuelense, em 1999/00 e 2000/01, enquanto Pedro Caixinha sagrou-se campeão mexicano em 2014/15, ao comando do Santos Laguna.
Os técnicos lusos não têm grande historial na América, ao contrário do que acontece na Europa, em África e na Ásia, já que, na Oceânia, não há registo de triunfos.
Na Europa, os portugueses já ganharam em 12 países diferentes, além, obviamente, de Portugal, com destaque para os sucessos em quatro dos cinco principais campeonatos do velho continente, sendo exceção a Alemanha.
Para este currículo, o maior responsável é José Mourinho, que foi o único a ganhar em Espanha, pelo Real Madrid, em 2011/12, em Inglaterra, onde foi tricampeão pelo Chelsea (2004/05, 2005/06 e 2014/15), e em Itália, num bis pelo Inter (2008/09 e 2009/10).
Mou, de regresso ao ativo no Tottenham, nunca esteve na Alemanha ou em França, país onde triunfaram Artur Jorge, pelo Paris Saint-Germain, em 1993/94 e 1994/95, e, mais recentemente, em 2016/17, Leonardo Jardim, ao serviço do Mónaco.
Nos restantes países da Europa, os portugueses ganharam ainda na Bulgária, Chipre, Israel, Roménia, Rússia, Suíça, Ucrânia e ainda na Grécia, onde quatro técnicos (Leonardo Jardim, Vítor Pereira, Marco Silva e Paulo Bento) ganharam pelo Olympiacos.
Em África, há registos de títulos em cinco países, numa lista de vencedores em que se destacam os seis cetros egípcios de Mnuel José, no Al-Ahly, e os cinco de Bernardino Pedroto em Angola, três pelo ASA e dois pelo Petro Luanda.
Os técnicos lusos já arrebataram, igualmente, Moçambique, nomeadamente Rui Caçador, que, em 1988, tem o primeiro registo vitorioso de um técnico luso num campeonato estrangeiro, ao comando do Mexaquene. Também há vitórias em Marrocos e Tunísia.
Na Ásia, há nove países com 'bandeiras' lusas, na Arábia Saudita, China, Coreia do Sul Líbia, Malásia, Qatar, Vietname e até em Macau e nas Maldivas, onde Bernardo Tavares se impôs pelo Benfica local e o New Radiant, respetivamente.
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