Jorge Jesus: «Já joguei nos melhores campos da Europa mas o Maracanã é diferente»

Técnico diz que os adeptos do Flamengo "empurraram a equipa" na vitória diante do Inter

• Foto: Reuters

Jorge Jesus congratulou-se com o triunfo do Flamengo na primeira mão dos quartos-de-final da Taça Libertadores, diante do Internacional de Porto Alegre, e considerou que o apoio dos milhares de adeptos foi fundamental.

"Parabéns aos jogadores, aos adeptos, que mais uma vez empurraram a equipa para vitoria. No Maracanã começamos a ganhar por 1-0. Estou habituado a jogar a Champions no meu campo, nos melhores campos da Europa. Mas o Maracanã é diferente, diferente na forma de apoiar, os adeptos são apaixonados. Mas a minha forma de acompanhar o jogo é normal, porque já estou habituado. Agora, tenho a oportunidade de trabalhar num estádio mítico", considerou o treinador português.

"Jogámos contra um adversário com uma ideia de jogo muito bem concebida, que defende bem, não tinha perdido na Libertadores e há cinco jogos não sofria golos. Mas encontrou um Flamengo muito experiente, que não foi a procura do golo de qualquer maneira", acrescentou Jesus.

Sobre a chamada de Gabigol para o jogo, Jesus elogiou o departamento médico do Flamengo. "Tenho o privilégio de ter um departamento clínico de muita qualidade, que toma decisões em conjunto comigo. Temos que levar os jogadores ao limite do risco. Isso aconteceu com o Gabigol, com o Arrascaeta, com o Diego... Eles dão-nos sinais, mas com a experiência de ver o jogador em campo conseguimos entender se está fatigado ou carregado. Se o jogo tivesse sido em Porto Alegre, não levaria o Gabigol. Mas foi no Rio, tivemos tempo e resolvemos arriscar."

E prosseguiu: "No jogo com o Vasco ele saiu fatigado e ressentiu-se de uma lesão antiga. Tínhamos poucos dias para recuperar. O departamento clínico fez um diagnóstico que não o afastou do jogo, até ao último momento ele poderia jogar. Nos primeiros dois dias, o Gabigol não treinou. No treino da manhã desta quarta-feira deu indicações positivas e o médico ajudou. Combinámos os três em arriscar: jogador, treinador e médico. Ele e o Bruno [Henrique] já jogam quase de olhos fechados e valia a pena o risco."

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