Mãe de homicida de jogador do S. Paulo: «O meu filho apanhou-o excitado na cama com a minha nora»

Doralice recorda em tribunal que Edison "matou um intruso"

Cristiana e Edison Brittes
Cristiana e Edison Brittes
Cristiana e Edison Brittes

A mãe de Edison Brittes, o homem que confessou ter assassinado Daniel Correa, jogador do São Paulo, testemunhou em tribunal e garantiu que o filho limitou-se a defender a honra da mulher.

"O que ninguém entende é que o meu filho matou um intruso, que ele apanhou-o só de cuecas, excitado, esfregando o 'negócio duro' na minha nora, que estava desmaiada a dormir na cama dela, dentro da casa. O meu filho não saiu por aí a violar ninguém, a meter-se com as amigas da minha neta, não mexeu com mulher casada, não saiu por aí bêbado. Esse rapaz não tinha nada que se meter na cama do meu filho e da minha nora, ele está errado", disse Doralice, citada pela imprensa brasileira.

Em outubro do ano passado Daniel foi convidado para a festa do 18.º aniversário de Allana Brittes, filha de Edison e Cristiana Brittes, tendo depois comparecido na casa da família para uma 'after party'. O futebolista, já embriagado, acabou por entrar no quarto do casal onde tirou umas selfies com Cristiana, que estava a dormir, mandou-as para um grupo de amigos pelo WhatsApp, mas foi apanhado por Edison.

O homem agrediu violentamente Daniel no quarto e, com a ajuda de mais quatro pessoas, continuou a bater-lhe no exterior da habitação. Depois, colocou-o na bagageira de um carro e, com a ajuda de outros convidados, levou-o para um sítio ermo, onde o matou. Deu-lhe uns golpes com uma faca no pescoço e cortou-lhe os genitais.

"O que meu filho fez não está certo, mas entendo as razões. A pessoa perde a cabeça. Ele sempre foi muito amoroso e cuidadoso com aquelas três mulheres (a esposa e as duas filhas). Tinha um cuidado enorme com a Allana, um ciúme doentio da Cristiana. Eu, como mãe, não tenho nada de mal a dizer dele. Vai continuar a ser meu filho e é isso que eu queria dizer a vocês, que são mães, que não me julguem, porque ninguém sabe como será o dia de amanhã. Eu nunca esperei isto na vida, mas aconteceu e hoje estou aqui, a sofrer. Agora há oito famílias a sofrer (a dos sete réus e da vítima)", disse a mãe, que semanalmente visita o filho na cadeia.

Cristiana e Allana também estão detidas, juntamente com Edison e mais quatro pessoas. Doralice diz que a nora e a neta não deviam estar presas. "Acho um pecado. A menina acabou de fazer 18 anos. Estava lá no aniversário dela, a comemorar, e agora está ali, presa, algemada. Elas não mataram ninguém, foi meu filho quem matou", considerou a mãe do homicida, que pediu para que não fosse fotografada, porque tem passado um mau bocado à conta deste caso. "As pessoas chamam-me nomes, é perigoso eu andar sozinha na rua. Os meus filhos estão aí fora, à espera que eu saia, para me acompanharem."

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