TV brasileira revela escutas que levaram à condenação de Robinho: «Eram cinco em cima dela»

Pressão dos patrocinadores fez o Santos suspender o contrato do jogador

• Foto: DR

A carreira de Robinho continua a ser negativamente marcada pela condenação em Itália por violação em grupo. A pressão dos patrocinadores fez o Santos suspender o contrato que tinha assinado com o avançado e a imprensa voltou a dar ênfase ao caso, que sucedeu em Itália, em 2013. O programa 'Esporte Espetacular', da TV Globo, revelou ontem parte das escutas que conduziram à condenação do atleta em 2017, na primeira instância, a 9 anos de prisão. A defesa do jogador recorreu.

O caso remonta a janeiro de 2013, numa discoteca, em Milão. Robinho, que vestia então a camisola do Milan, terá praticado o crime de violência sexual contra uma jovem de origem albanesa que estaria alcoolizada. Com o futebolista estariam Roberto Falco (amigo de Robinho, também condenado) e outros quatro brasileiros, que deixaram Itália no decorrer da investigação, pelo que estão a ser processados num procedimento à parte.  

Num interrogatório em 2014 Robinho negou a acusação. Admitiu que teve uma relação sexual com a vítima, mas que foi uma consensual, de sexo oral, sem os outros envolvidos. No caso de Roberto Falco, a polícia identificou a presença do seu esperma nas roupas da jovem.

Eis algumas as escutas reveladas pelo 'Esporte Espetacular'.

Falco: Se ela fosse mais esperta, dois dias depois teria dito: "Escuta, fiz alguns exames... Robinho ou você me dá algum dinheiro ou vou procurar os jornais..." Aí eu diria que acabou. A menina fez os exames, acabou. Entendeu?

Robinho: Primeiro, porque não tocámos na menina. Quem tocou foram os meninos [os outros quatro homens envolvidos no caso]. Segundo, não há provas.

Falco: Nada.

Robinho: Não havia nenhuma câmara, ela não tem nenhuma foto.

Segundo a justiça italiana, a violação em grupo aconteceu no camarim do músico Jairo Chagas que tocava na discoteca naquela noite. Eis uma conversa depois de Robinho com o músico:

Robinho: Estou a rir porque não estou nem aí. A mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu... Ela pode dizer o que quiser, porque eu nem toquei nela, foram os 'caras' que a pegaram.

Robinho continua: Foi a garota que me raptou. Se eles me chamarem vou dizer isso. Olha, os 'caras' estão na m..., ainda bem que Deus existe porque eu nem toquei na garota. Eu vi o (amigo 1) e outros que transaram com ela... eles vão dar-se mal, não eu. Lembro-me que os caras que a pegaram foram o (amigo 2) e o (amigo 3), também porque zombaram do (amigo 4). Eram cinco em cima dela.

O músico, que também tinha o telefone sob escuta, disse que viu Robinho e a mulher numa situação de sexo oral e falou do caso com uma amiga:

Amiga: Que coisa horrível eles fizeram... Essa coisa junto com Robinho. Ele também não deveria ter nada com isso... Estar com esses amigos desgraçados.

Jairo: A garota queria fazer sexo. Mas seis são demais.

Amiga: Isso é coisa de cobarde, Jairo. Gente de m... que realmente não presta.

Jairo: Seis são realmente demais.

Amiga: Se a garota estivesse consciente, eles poderiam safar-se. Mas ela nem consentiu.

Mais tarde, Jairo voltou a falar com a mesma amiga:

Jairo: Isto não é uma coisa, chama-se estupro [violação]. O que aconteceu chama-se estupro.

Na sentença consta também uma mensagem da vítima para Falco: "Acho que vou falar com um advogado. Eles aproveitaram-se de mim e você sabe disso! Eu não estava definitivamente consciente e nem sei como entrei naquele camarim."

Noutra escuta conversa com Robinho, Falco mostra-se aliviado por não haver câmaras no local. 

Falco: A minha única preocupação é se houvesse câmaras, porque nesse caso elas teriam gravado que eu estava a 'transar' com a garota. O facto de não haver câmaras foi a nossa salvação.

No depoimento, a jovem contou que foi convidada por um dos amigos de Robinho para a festa. Ele pediu-lhe que se aproximasse da mesa apenas depois da mulher do avançado deixar o local. A vítima contou que o grupo ofereceu-lhe várias bebidas alcoólicas – o que acabou por ser decisivo para a condenação.

Falco: Naquele dia ela não conseguia fazer nada, nem mesmo ficar em pé, ela estava realmente fora de si.

Robinho: Sim.

Por Record
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