Vítor Pereira: «É impossível jogar com qualidade quando o tempo de recuperação é muito diferente»

Treinador do Corinthians lamentou que a sua equipa tenha tido menos tempo de recuperar do último jogo do que o São Paulo

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• Foto: Instagram Corinthians

O Corinthians perdeu esta segunda-feira diante do São Paulo, por 2-1, na final do playoff do Campeonato Paulista. No final da partida, Vítor Pereira apontou o tempo de descanso que as duas equipas tiveram como fator determinante para o resultado final, uma vez que o Corinthians jogou quinta-feira com o Guarani ao passo que o São Paulo defrontou o São Bernardo na terça-feira.

"Para quem jogou futebol, para quem está dentro da realidade do ponto de vista fisiológico, é muito fácil entender que uma equipa, que tem 67 horas de recuperação desde o último jogo, chega a uma semifinal e defronta outra equipa que tem mais dois dias de recuperação do que nós, não é preciso abrir o livro da sabedoria para perceber que a diferença do estado em que nossa equipa chegou é totalmente diferente em termos de intensidade", começou por referir o técnico português.

"Fisiologicamente está completamente fora de questão recuperar para um jogo em 67 horas. Para além da experiência de alguns jogadores que não há dúvida têm uma certa idade e que têm qualidade, sem dúvida nenhuma. Mas para evidenciar a sua qualidade precisam de estar no mínimo recuperados", acrescentou.

E ainda reforçou a ideia. "É fácil entender que hoje defrontaram-se duas equipas e lamento não termos a oportunidade de defrontar o São Paulo nas mesmas circunstâncias. Não conseguimos recuperar, chegamos a este jogo cansados, muito mais cansados do que eles, portanto nós equilibramos com mudança do sistema na segunda parte. Com muita vontade e espírito de equipa fizemos um golo e criámos duas grandes oportunidades. Os jogadores foram bravos, tentaram, tentaram, tentaram. Mas de facto, é impossível jogar com qualidade quando o tempo de recuperação foi totalmente diferente. Infelizmente ou felizmente, vamos ter a oportunidade de ter uma semana de trabalho. Acredito, de facto, que para corrigir não basta apresentar os vídeos, é preciso ir ao campo. Pouco vezes tivemos a oportunidade de ir ao campo e corrigir o que queríamos", concluiu.

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