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Foi uma das maiores novelas deste verão e terminou como começou: Neymar é jogador do Paris Saint-Germain. Foram meses de incerteza para o avançado e para o pai, que é simultaneamente agente do filho. O Barcelona era o destino preferido de Neymar, mas o Real Madrid também esteve na mira e o pai do jogador tentou até à última que os merengues avançassem para a contratação.
Segundo o diário 'Marca', foram várias as chamadas telefónicas do agente de Neymar para os escritórios do Bernabéu, tentando convencer Florentino Pérez de que Neymar seria uma mais-valia num plantel em reconstrução depois do insucesso da temporada passada. No entanto, do outro lado, para além dos milhões que seriam necessários para um negócio deste calibre, havia dúvidas sobre a condição física do jogador. Efetivamente, Neymar tem lutado nos últimos anos contra vários problemas físicos - o último negou-lhe a Copa América com a seleção brasileira. Ora, pagar centenas de milhões de euros por um ativo que pode passar mais tempo na enfermaria do que no relvado era algo a que o Real Madrid não estava disposto.
Assim, chegou ao Parque dos Príncipes uma proposta alternativa: os blancos aceitariam Neymar por empréstimo, desde que o PSG assumisse o salário estratosférico do jogador caso este se lesionasse. A cúpula parisiense não hesitou em rejeitar estas condições.
Jogador desolado
Triste, chateado, louco, frustrado, zangado, abatido, raivoso, atónito, dececionado... O diário 'Sport' não poupa esta terça-feira nos adjetivos a Neymar e ao estado em que ficou face à sua continuidade no Paris Saint-Germain. Há meses que o brasileiro tinha comunicado ao clube a sua vontade de sair: fê-lo primeiro a Antero Henrique e depois a Leonardo, que substituiu o português como homem-forte do futebol parisiense. Nasser Al-Khelaifi, presidente do clube francês, conhecia as intenções do jogador, mas mostrou-se sempre muito resistente a qualquer negociação. E, quando o fez, exigiu números muito elevados para deixar sair um jogador pelo qual pagou 222 milhões de euros em 2017.
Ainda assim, Barcelona e PSG sentaram-se à mesa e conversaram. Ao mesmo tempo, a família de Neymar preparava a mudança para Barcelona e, no balneário de Ernesto Valverde, os pesos pesados da equipa pressionaram a direção para trazer o brasileiro de volta, ainda que Griezmann já tivesse aterrado em Camp Nou.
O negócio parecia avançar, com o Barcelona a oferecer 150 milhões de euros mais os passes de Rakitic e Todibo, bem como o empréstimo de Dembélé. Mas o PSG queria mais dinheiro e Neymar ofereceu 20 milhões do próprio bolso para satisfazer as exigências do clube. Proposta e contraproposta, os dois emblemas não se entendiam e o tempo esgotava-se. Estávamos então na reta final do mercado quando Al-Khelaifi decidiu: Neymar fica. Segundo o 'Sport', o jogador fica contrariado no Parque dos Príncipes, pelo menos até janeiro. Resta a Tuchel tentar recuperá-lo física e anímicamente, a ele e a todo um balneário fragmentado por um jogador que aos 27 anos atravessa a fase mais complicada da sua vida.
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