Correa recorda morte do pai e operação ao coração: «Pensava 'se correr mal, vou fazer-lhe companhia...'»

Avançado do Atlético Madrid não esquece início difícil de carreira e garante que sempre quis ser futebolista

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• Foto: Reuters

Ángel Correa deu o salto para a Europa em 2015 para representar o Atlético Madrid e, em entrevista à 'Marca', relembrou as dificuldades que viveu na infância e os amigos que perdeu para a delinquência pelo caminho.

Criado no Barrio de las Flores, em Buenos Aires, o avançado de 28 anos assume que sempre quis ser futebolista. "É difícil [fugir à delinquência e à droga num bairro assim], mas cada um sabe aquilo que quer fazer. Desde muito novo que quis ser futebolista, e cada vez que estava no bairro e via amigos a fazerem coisas más ou que não me chamavam a atenção, ia para casa. Só queria jogar futebol e ajudar a minha família", começou por contar.

"Tive muitos amigos que não conseguiram sair dos maus caminhos. Alguns eram muito bons a jogar à bola, mas resolveram ficar pelo caminho por uma má decisão", acrescentou.

Aos 18 anos, Correa passou por um duro golpe quando foi operado ao coração, momento que acabou por ultrapassar com sucesso. "Chegar à Europa pela primeira vez, nunca tinha viajado... Foi um golpe muito duro, mas por sorte correu tudo bem. Voltei a treinar e a sentir-me futebolista em poucos meses. Só tenho de agradecer ao Atlético Madrid. Nessa altura, as  mortes do meu pai e do meu irmão eram muito recentes. Pensava: 'Se as coisas correrem mal, vou fazer companhia ao meu pai, tenho saudades dele. Se correr bem, quero voltar a jogar futebol'. Só pensava nessas duas coisas", concluiu.

Em janeiro de 2015, Correa transferiu-se do San Lorenzo para o At. Madrid. Aos 28, soma 374 jogos pela equipa principal dos colchoneros, onde contribuiu com 69 golos e 57 assistências.

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