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Antes do encontro da segunda mão, os catalães queixaram-se a um delegado da UEFA sobre a altura da relva no Metropolitano
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Diego Simeone era naturalmente um treinador muito satisfeito após o apuramento do Atlético Madrid para as meias-finais da Liga dos Campeões. Os colchoneros perderam em casa com o rival Barcelona (1-2), mas a vantagem de dois golos alcançada na primeira mão na Catalunha foi suficiente para garantir a continuidade na prova.
Em declarações na conferência de imprensa no final do encontro, Diego Simeone falou sobre as dificuldades que o Barcelona criou ao plano de jogo que o Atlético Madrid tinha preparado para a partida, elogiou os adeptos e o "génio" Antoine Griezmann e ainda respondeu às críticas do rival, que, horas antes do apito inicial, se queixou da altura da relva no Metropolitano a um delegado da UEFA que acompanhava o treino de adaptação da equipa.
"Viram como eles jogam, a velocidade a que correm. Quando o jogo começou e eu estava a ver, dizia: 'Meu Deus, isto não é verdade, vão a uma velocidade incrível'. Cometemos erros importantes que lhes permitiram tirar ainda mais partido do tipo de jogo que têm. Juntaram muita gente associativa por dentro - Gavi, Pedri, Ferrán - todos rápidos, e a verdade é que no início foi difícil de controlar. Ao chegar ao 0-2, a equipa tinha duas opções: ir abaixo e baixar os braços ou continuar a fazer o jogo que tínhamos previsto. E a equipa fê-lo a partir da personalidade do Griezmann e do Koke, das recuperações do Llorente, da tranquilidade do Musso... a equipa foi crescendo com todos eles. O Giuliano começou a melhorar, o Lookman a causar dano... O 1-2 é um golaço e colocou-nos novamente no jogo que tínhamos em mente", começou por dizer o treinador argentino, na análise à partida.
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A segunda parte
"Na segunda parte, eles baixaram a intensidade. Tinham o jogo de sábado nas pernas e sabíamos desse esforço que tinham feito. Nós precisávamos de manter a intensidade que conseguimos ter em alguns momentos da primeira parte. As substituições deram-nos força - a entrada do Nico, do Baena, do Sorloth. O jogo ficou mais dividido. Eles usaram o plano B com o Araújo e o Lewandowski para finalizar cruzamentos laterais, estiveram perto do 1-3, mas nós também estivemos perto de empatar o jogo, tanto pelo Robin como pelo Sorloth, em contra-ataque."
O ambiente no estádio e o apoio dos adeptos antes do jogo
"Começámos a ganhar já na chegada do autocarro. Foi uma maravilha, emocionante. Estou aqui há 14 anos e não deixo de me emocionar dia após dia. Disse aos jogadores no final: 'Obrigado, obrigado, obrigado'. Sou um treinador totalmente agradecido pelo empenho, pelo coração e pela fé que temos."
A exibição de Lookman
"Está em evolução. Está a melhorar imenso na parte defensiva e a ter mais peso na parte ofensiva. Tem criatividade, valentia, um contra um... No período em que estou no clube, nunca tivemos jogadores com estas características. Encanta-me o que está a fazer porque o faz com o coração."
A exibição de Marcos Llorente
"É incrível. Joga como médio interior, avançado, lateral, ala ou central. Evoluiu como jogador e como pessoa. É admirável como trabalha, empurra os companheiros."
A exibição de Mateo Ruggeri
"Fez um jogo muito completo ao marcar o Lamine Yamal, que é um jogador extraordinário e que exige sempre ter um ou dois jogadores por perto para lhe tirar tempo e espaço."
Um "génio" chamado Antoine Griezmann
"Falo muito com o Antoine, ele sabe o quanto eu gosto dele. É um génio. Com o tempo vamos dar-nos conta de que tivemos um génio do futebol. Um jogador com hierarquia, personalidade e diferente. Oxalá o destino lhe dê o que ele procura neste tempo que lhe resta no clube."
As críticas do Barcelona sobre o relvado antes do jogo
"Sabe como é bom estar nas meias-finais da Champions? Não sabem como é bom estar entre os quatro melhores da Europa. É incrível, é ótimo."
A evolução que o Atlético tem tido e as três vezes que eliminou o Barcelona
"Cada equipa tem o seu padrão de jogo. Nós temos evoluído. Temos muito claro o que queremos. Somos uma equipa que ataca melhor do que defende, por isso precisamos de atacar. Esse é o nosso caminho. Barcelona? Não é fácil deixar o Barcelona de fora três vezes nos quartos de final da Champions, seja o Barcelona do Messi ou o Barcelona de Lamine Yamal. Não é nada fácil. Fizemo-lo com muito trabalho, entrega, coração e com a ajuda dos nossos adeptos a empurrar-nos no jogo da segunda mão em casa", terminou.
Presidente dos catalães sem papas na língua
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