Da perseguição a jornalistas ao desvio de fundos a privados: os contornos do 'Barçagate'

Pormenores do processo que está a dar que falar em Espanha e no Mundo

• Foto: Reuters

Está instalada a polémica no Barcelona. De acordo com a imprensa espanhola, o clube presidido por Josep Marti Bartomeu camuflou como gastos da La Masía valores pagos a um grupo privado que se dedicou a desprestigiar nas redes sociais todas as pessoas e figuras públicas que mostravam-se contra a política do atual líder dos blaugrana.

As informações, prestadas através de Xavier Martín, atual diretor do centro de formação do Barcelona, e de Carles Folguera, antecessor de Xavier Martín, em comunicado à polícia local, foram esta quarta-feira reveladas pelo 'ElDiario'.

Segundo Xavier Martín, o objetivo de Josep Marti Bartomeu era reforçar a reputação digital do clube, tendo pago cerca de 192 mil euros à empresa 'Tantrasolf', valor que foi dividido por pequenas parcelas mensais de 16 500 euros. A transação destes valores datam a novembro de 2018 e segundo o atual diretor financeiro do clube, Xavier Armengol, tratam-se de "um desvio do orçamento de La Masía para a empresta Tantrasolf".

Sales Folguera, diretor da La Masía em 2018, reconheceu às autoridades locais que teve reuniões com responsáveis da Nicestream, empresa que pertence ao grupo da 'Tantrasolf', mas que nada chegou a ser acordado entre as duas partes.

Mas a polémica não fica por aqui. Segundo o jornal espanhol 'Marca', a empresa '13 Ventures', também contratada pelo Barcelona em 2018, elaborou uma lista de jornalistas que criticavam a direção do clube, com um total de 13 nomes assinalados num documento que estará neste momento nas posses das autoridades envolvidas em todo o processo 'Barçagate'.

O 'Barçagate' partiu de uma denúncia de um grupo de adeptos, cujo processo segue em segredo de justiça até 10 de março, e, segundo a comunicação social espanhola, relaciona-se, entre outros, com uma campanha de difamação levada a cabo contra concorrentes da administração de Bartomeu.

O clube está a quatro dias de eleger um novo presidente, no domingo, com três candidatos a concurso: Joan Laporta, antigo líder do emblema, entre 2003 e 2010, o empresário Victor Font e o antigo diretor Toni Freixa.

Bartomeu, de 58 anos, foi presidente do Barcelona entre 2014 e 2020, com Carles Tusquets a sucedê-lo, de forma interina, a partir de outubro do ano passado, após muita pressão de adeptos e até de atletas, como o futebolista argentino Lionel Messi, que ameaçou sair no verão de 2020.

Por Sérgio Magalhães e Lusa
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