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Presidente do Barcelona em conferência de imprensa
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Joan Laporta, o presidente do Barcelona, surgiu esta sexta-feira diante da imprensa para dar explicações sobre a saída de Lionel Messi, depois de o clube não ter conseguido renovar o contrato do astro argentino.
Limitações
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"Antes de mais, quero dizer que recebemos uma má herança e que a massa salarial desportiva representa 110% das receitas do clube. Não temos margem salarial. As normas que regem a LaLiga marcam umas limitações e não temos margem. Sabíamos disto deste que chegámos ao clube. Os números que tínhamos depois das primeiras previsões da auditoria são muito piores do que tínhamos previsto. Isto levou a que as perdas sejam muito grandes e a dívida também."
Sem hipoteca
"Temos uns contratos em vigor e uma massa salarial desportiva com magnitude que não nos dão margem salarial. O fair-play financeiro da LaLiga é diferente e o critério do 'cash' não se aplica. Para ter este fair-play o Barça teria de se mostrar favorável a uma hipoteca dos direitos televisivos do clube por meio século. Não estou disposto a hipotecar os direitos do clube por ninguém. Temos uma instituição que está acima de todos, incluindo do melhor jogador do Mundo, a quem estaremos sempre agradecidos."
Gestão "calamitosa"
"Não chegámos a acordo por razões objetivas muito claras devido à situação económica do clube. E fazer um investimento deste volume... Estávamos dispostos a fazê-lo, mas não temos margem salarial, já o excedemos. A gestão calamitosa da direção anterior excedeu o limite salarial e não tivemos tempo de reverter esta situação. Há uma série de contratos que se se revolverem unilateralmente, também apresentam risco. Inscrever o Leo passava por aceitar um acordo que não beneficiava o Barça. Colocávamos em causa durante meio século os direitos de TV do clube e entendemos que não o devíamos fazer."
Outras propostas
"O Leo queria ficar connosco e nós queríamos que ele ficasse. A vontade do jogador era determinante. Quero agradecer às partes que negociaram, que tentaram compatibilizar as diferentes vontades. O melhor jogador do Mundo tem outras propostas e chegou o momento de nos levantarmos, deixando as emoções de lado, com a frieza dos números. Dentro da LaLiga temos de aceitar esta norma, pese embora considerarmos que devia ser mais flexível. O Leo merece tudo, é um homem que demonstrou a sua estima pelo Barça e a sua vontade de ficar. Estou triste, mas estou convencido que fiz o melhor pelo Barcelona."
Legado
"O Leo deixa um excelente legado. Foi o jogador com mais êxitos na história do clube, deixou-nos uma história esplendorosa. A melhor até hoje. Espero que a possamos superar e agora começa uma nova era. Há um antes e depois de Leo. Messi foi uma referência e deixou muitas imagens para a história. Temos para com ele uma gratidão eterna."
Contrato
"Não quero deixar falsas esperanças. O jogador tem outras propostas, a LaLiga começa em breve e ele também precisava de tempo para avaliar as suas opções. Insisto, falámos durante dois meses. Ao início acordámos um contrato de dois anos, a pagar em cinco temporadas. Messi facilitou-nos em tudo. Pensámos que isto encaixaria nos critérios da LaLiga, em outros países funciona, mas aqui não aceitaram. A LaLiga também tinha as suas pressões porque havia clubes que queriam que se cumprissem as normas... Depois, passámos a um contrato de cinco anos, que o Leo também aceitou. Ele tem os seus planos, que passavam no mínimo por dois anos no Barça. Nós queríamos que a etapa pós-Messi começasse em dois anos, mas vamos ter de a adiantar. Não pode ser. Quando fizemos o contrato de cinco anos, pensávamos que podíamos renovar. A LaLiga deu a entender que isto podia avançar. É certo que receberíamos dinheiro, mas pensámos que hipotecar os direitos de TV por meio século não seria conveniente para o clube. O Barcelona está acima de tudo."
Acordo com jogadores
"Para que tenham uma ideia, o limite salarial que poderíamos enfrentar é com a regra de 4 para 1. Para ter 25 milhões de euros de salário temos de libertar 100. Isto são muitos jogadores. A direção está a trabalhar para reduzir a massa salarial e já chegámos a acordo com alguns jogadores, mas com outros não está a ser tão fácil. Estamos num terreno muito pantanoso, com riscos para o clube e isto requer tempo. Contando com o que estava previsto para o Leo, estávamos com 110 por cento da massa salarial relativamente às receitas. Este volume de massa salarial é consequência de investimentos desmesurados que se fizeram. Como cabem agora Kun [Agüero], Memphis ou Emerson? Porque eles vieram para o Barça aceitando condições que são de agradecer."
Sem culpas
"Não me sinto culpado, em absoluto. Fizemos o possível para que o Messi ficasse no Barcelona, dentro da situação económica do clube. Tínhamos acordado um contrato. O facto de ser culpado aqui... não gosto de repetir que a herança que recebemos foi muito má. Nem há seis meses estamos cá. Havia um orçamento que parece outro, muito pior que o anterior. Parecia que a LaLiga ia expandir o 'fair play' e tínhamos chegado a um acordo com o jogador. Estávamos à espera. Mas chega a um momento em que temos de nos levantar. Não podíamos continuar com isto e tivemos que tomar uma decisão."
Limite salarial
"Há dois dias cheguei à conclusão que não dava para mais. Ontem estava a fazer as últimas negociações com o pai do Leo, foram dois meses de conversações intensas. Tínhamos chegado a acordos que não puderam materializar-se. Pensávamos que seriam mais flexíveis, mas sabíamos que excederíamos o limite salarial."
Sem limite
"O limite está esgotadíssimo. Não temos maregem, nem sem o Leo. Para cada 100 milhões só podemos libertar 25. As pessoas que estiveram a negociar encontraram uma solução, havia contactos permanentes com a LaLiga e pensámos que a La Liga ia aceitar a nossa proposta de contrato. Para o contrato entrar, tínhamos de conseguir mais receitas e libertar massa salarial. Mas a nossa decisão, e a minha, é que não podemos colocar mais esta instituição em risco."
A realidade
"O Leo queria ficar e não está contente. Todos queríamos que ficasse e agora ele enfrenta, tal como nós, a realidade. Desejo-lhe o melhor, a ele e à sua família. O Barça é a sua casa, ele engrandeceu o nosso palmarés como ninguém."
Pedidos lógicos
"O Jorge Messi [pai e empresário do jogador] teve uma atitude magnífica em todas as negociações e não nos pediram nada que não fosse lógico. Estávamos de acordo, só que não conseguimos materializar o contrato."
Conversa com os capitães
"Ontem falei com os capitães, é algo muito importante na história do Barça. Disse aos jogadores que começa uma nova etapa na história do clube e que temos de continuar a ganhar sem jogadores com o talento de Messi. Máximo compromisso e profissionalismo. Tentámos tomar decisões de forma justa e era um momento importante. Vi nas caras dos jogadores e pedi o máximo aos capitães, que façam um grupo forte. Os capitães devem liderar nesta nova etapa, recebendo os jovens que estão a demonstrar grande talento. Passámos por várias etapas e agora eles têm uma oportunidade histórica. Têm o apoio máximo para seguirem o caminho dos êxitos."
Homenagem
"A homenagem a Leo Messi será a que ele quiser. Estaríamos homenageando-o todos os dias, por tudo o que ele deu. Mas conhecemos a situação em que nos encontramos e isso torna tudo complicado..."
Futuro de Messi
"Gostava que ele tivesse continuado no Barça, mas o que acontecer a partir de agora não me diz respeito. Não me consta [interesse do PSG] mas sempre se disse que tem outras opções."
Conversas
"Contei ontem ao Jorge Messi. Tínhamos falado anteontem, com o Leo trocávamos mensagens e tínhamos previsto assinar o contrato quinta-feira. Já falámos com ele, queríamos fazer uma conferência de imprensa conjunta mas a situação é uma desilução. Trabalhámos muito para conseguir um acordo, mas as causas não dependem de nós. São causas que não podemos mudar, por falta de 'fair-play'."
Reação do plantel
"O plantel tem uma sensação estranha, de uma certa tristeza, mas eles são profissionais e têm a oportunidade de demonstrar o seu talento, para colocar o Barça no caminho dos êxitos. Eles entenderam que vai começar uma nova época e querem mostrar que são grandes profissionais, que estão a cumprir o seu sonho. O clube, desde a presidência até à direção desportiva, vai exigir profissionalismo e muita dedicação. Vamos dar tudo para conseguir ter sucesso. Vamos continuar a liderar, a tomar decisões, sempre a pensar no bem-estar do Barcelona."
O treinador
"Falei com o Ronald [Koeman] ontem e hoje. É um homem do clube, um grande profissional. Tem capacidade para se adaptar rapidamente às circunstâncias. Não vai ser fácil substituir um jogador que marca 30 golos por época, mas vi-o muito motivado, com vontade de fazer com que esta nova etapa seja esplendorosa."
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