Arbeloa: «Com Mourinho aprendi muito e trabalhei como um animal»

Antigo defesa e internacional espanhol também elogia Cristiano Ronaldo

• Foto: Getty Images

Álvaro Arbeloa trabalhou com José Mourinho durante três temporadas (entre 2010 e 2013) no Real Madrid e não esconde que técnico português marcou a sua carreira. Em conversa no Youtube com o jornalista e ultramaratonista Valentí Sanjuan, o antigo lateral direito revelou um episódio curioso com o Special One que, ironicamente, o comparou ao brasileiro Cafu no intervalo de um jogo.

"Penso que foi contra o Sevilha. Na primeira parte eu jogava sempre do lado do banco mas naquele dia calhou estar do lado oposto e quando isso acontece jogas de forma mais solta. Então eu subi 6 ou 7 vezes ao ataque e no intervalo ele disse 'hoje temos o Cafu na equipa, onde é que ele vai assim a subir tantas vezes?'. E aquela conversa foi só para mim, porque não era exatamente o que ele queria que eu fizesse", contou o antigo internacional espanhol.

Além de admirar Mourinho como técnico, Arbeloa considera o português "um amigo" e destaca o carisma do Special One. "Foi um treinador com quem aprendi, desfrutei e trabalhei como um animal. E com ele não conseguias parar de rir porque contava milhares de anedotas. É uma pessoa sensacional e que vale mesmo a pena, marcou-me muito como profissional e como pessoal. Ele era uma estrela como o Cristiano Ronaldo, é difícil encontrar alguém tão mediático quanto os jogadores", assume Arbeloa. 

O empenho e talento de CR7

Arbeloa passou sete épocas com Cristiano Ronaldo no Bernabéu, conhece-o como poucos e garante que o craque português é "um jogador brutal". "Vi como ele treina, como trabalha e o talento que tem. Não entendo algumas coisas que dizem, porque o talento que tem para fazer tudo o que faz é colocado em segundo plano. É um jogador brutal, capaz de levar a equipa às costas em momentos difíceis e temos de reconhecer que ele conquistou títulos em muitos clubes", justifica.

O antigo defesa assume, contudo, que é difícil comparar CR7 com Messi."Ambos têm uma ética de trabalho e uma mentalidade brutal. Teria sido uma boa experiência juntá-los, mas não seria fácil para jogarem juntos, porque exigem muito protagonismo", analisa.

Por André Antunes Pereira
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