Diretor desportivo do Valencia acusa Prandelli de exagerar nas exigências

Dirigente revela reuniões mantidas nos últimos dias com a preseidente e o agora ex-treinador

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• Foto: EPA

Jesús García Pitarch explicou este sábado, de forma minuciosa, os motivos que estiveram na causa da demissão de Cesare Prandelli do cargo de treinador principal do Valencia. Antes, o diretor desportivo do emblema valenciano, garantiu que o clube não procura um novo treinador e que o até aqui adjunto Voro assumirá o cargo por tempo indeterminado.

"A ideia é que Voro pegue na equipa, treine... Ninguém está à procura de treinador. Creio que Voro sempre o fez bem e, enquanto tiver força e quiser, continuará", assegurou Pitarch, passando depois às explicações sobre os desencontros com o treinador italiano.

"A situação já tem dias. O treinador solicitou-me uma reunião e eu disse-lhe que iríamos ter uma 'conference-call' com Layoon [Chan - presidente do clube, que reside fora de Espanha]. Tivemo-la na quinta-feira. A presidente expôs uma situação, o treinador expôs a sua. Quando expus a minha, coloquei o meu lugar à disposição. Considerava conveniente ir para casa", revelou o diretor desportivo do emblema espanhol, que nesse momento recebeu apoio total de Layoon Chan.

"O treinador disse 'se tu vai, eu vou'. A presidente disse que não ia ninguém. Que confiava em nós. Fui almoçar com o treinador nesse dia, falámos de mercado, situações jogadores. Ontem [sexta-feira], disse-me que queria falar comigo e pediu-me imediatamente cinco jogadores. Não está certo que queira 'meter' jogadores. Não está certo", argumenta García Pitarch, antes de passar direto às exigências de Prandelli.

"Tinha pedido um avançado, dois médios centro e um lateral esquerdo, só quatro. Logo a seguir à lesão de Mangala, pediu um central. Disse-lhe que conhecia a situação, mas que, deste nível de jogadores só podíamos trazer um. Ele disse que se não viessem o quanto antes, se iria nessa mesma tarde", historia o responsável valenciano, que relatou o encontro à presidente e até recebeu carta branca... com algumas condições.

"Pedimos-lhe que elegesse Zaza ou Obi Mikel para assinar já. Anil [Murthy - conselheiro executivo e responsável pela comunicação] reuniu-se a sós com o treinador e quando me disse o resultado da reunião, eu disse que me ia embora. Disse-me que era um ato de irresponsabilidade, mas para mim era mais fácil estar a esquiar com a família", ironizou Pitarch, que vai manter-se em funções, apesar das dificuldades.

"Não é o momento para que alguém renegue ou dispa a camisola, mas sim de apoiar o clube. Esta equipa não é Prandelli, nem García Pitarch, nem Layhoon, nem Lim... necessitamos que os 'valencianistas' ajudem o clube", apelou o diretor desportivodo emblema valenciano.

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