Antonio Sesé acusa Jorge Mendes e Peter Lim de corrupção em negócios envolvendo o Benfica

Queixa apresentada por um conselheiro do Valencia

• Foto: Mariline Alves

Antonio Sesé, um antigo conselheiro do Valencia, apresentou uma queixa no Tribunal de Instrução de Valência contra Peter Lim, o dono do clube, e Jorge Mendes, empresário português, acusando-os de quatro crimes, entre eles braqueamento de capitais, que em Espanha é punido com uma pena até seis anos de prisão. Nesta queixa são também visados Anil Murthy, Kim Koh, Layhoon Chan e a Meriton Holdings.

Segundo a notícia avançada pelo jornal 'Las Provincias', o processo inclui ainda acusações de delitos de administração desleal, imposição de acordos abusivos por parte do acionista maioritário e corrupção em negócios privados.

O escritório de advogados 'Durán&Durán' investigou o caso durante um ano e diz estar em condições de provar que Peter Lim e Jorge Mendes desenvolveram um negócio usando o Valencia. "Conseguimos averiguar que o senhor Lim e o senhor Mendes, sob acordo, organizaram-se para comprar direitos de jogadores e vendê-los depois ao Valencia, por um valor superior. Foram contratados jogadores de escasso valor patrimonial por valores elevados. Os beneficiários são o Benfica e equipas portuguesas", contou àquele diário Miguel Durán, advogado, que fala ainda em "associação criminosa".

Sob suspeita estão alguns negócios fechados por Peter Lim e Jorge Mendes com o Benfica - Rodrigo, André Gomes, Cancelo e Enzo Pérez - além de outras contratações alegadamente desaconselhadas devido à condição física dos jogadores. O diretor do departamento penal daquele escritório de advogados, Luis de las Heras, dá um exemplo que o jornal diz tratar-se de Mangala. "Há relatórios médicos que diziam que fisicamente o jogador não estava em condições, mas mesmo assim foi contratado. Queremos que o rasto do dinheiro seja seguido."

Mangala foi contratado em agosto de 2019 ao Manchester City, dois meses depois de ter chumbado nos testes médicos no FC Porto por causa do joelho. Os promotores da queixa garantem que havia relatórios médicos a desaconselhar a contratação, mas mesmo assim o clube avançou e assinou contrato até 2021.

Por Record
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