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Amiga e prima da vítima do alegado abuso sexual do brasileiro falaram esta segunda-feira na primeira sessão de julgamento
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A primeira sessão do julgamento de Dani Alves por alegado abuso sexual a uma jovem numa discoteca em Espanha decorreu esta segunda-feira na Audiência Provincial de Barcelona. Depois de a vítima ter falado durante 1h15, sem que os jornalistas pudessem ouvir para salvaguardar a identidade da mulher, foi a vez de as testemunhas apresentarem a sua versão dos acontecimentos da noite de 30 para 31 dezembro de 2022. A primeira a falar foi uma amiga.
"Estávamos as três a dançar na parte geral da discoteca e, em frente, ao mesmo nível, está a zona VIP. Dois ou três mexicanos desceram e perguntaram-nos se queríamos ir para a zona VIP. Concordámos. Ficámos lá durante pouco tempo porque insistiram que fôssemos para uma mesa", começou por referir num relato que foi transcrito pelo jornal ‘Marca’.
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E continuou: "Estava este senhor (referência a Dani Alves) de pé. Pôs a mão nas minhas costas e quase me tocou no rabo. Fui para o outro lado da mesa, praticamente sozinha".
Segundo os relatos, a testemunha não aguentou as lágrimas. "A prima dela telefona-me e diz-me que precisamos de ir embora. Conheço-a (a vítima) desde os três anos e nunca a vi chorar assim. Ela diz-me: ‘ele entrou dentro de mim, magoou-me tanto’. Chorámos as três, eu não sabia como reagir naquele momento".
A testemunha garantiu ainda que a relação sexual com Dani Alves não foi consensual: "Ela não queria, não, não, não, não". "Ela não queria denunciar, foi muito difícil para nós, a sério. Estava em choque. Hoje está muito mal, perdeu muito peso, está ansiosa. Reduziu o seu círculo de amigos porque não confia em ninguém. É obsessiva com tudo, não sai de casa. Ela pensa que toda a gente está a olhar para ela e a tirar fotografias", afirmou ainda.
A amiga foi ainda questionada sobre o que a vítima lhe conta em relação ao que aconteceu na casa de banho: "Ele agarrou-a e atirou-a para o chão e disse qualquer coisa como ‘és a minha p...".
A segunda testemunha foi a prima. "Na mesa da zona VIP estavam dois rapazes, o Dani e o Bruno (o seu amigo). No início estava tudo bem, depois sentimo-nos um pouco desconfortáveis. Eles dançaram muito perto de nós, houve momentos em que nos tocaram. O Dani Alves pôs a mão na minha zona íntima e na da vítima também", começou por dizer.
E prosseguiu o relato: "Fui falar com a minha prima e ela disse-me que o Dani Alves insistia muito para que fossem a algum lado. Ela não queria. Ela estava a dizer-lhe ‘em cinco minutos’ e, no final, acho que o Dani entrou por uma porta que eu pensava ser uma sala de fumadores. O Dani estava à espera dela e a vítima foi. Em nenhum momento conseguiu ver o que estava lá dentro. A minha prima demorou um pouco a sair, vi que estava muito mal".
"Ela disse-me que tinha de sair e nós saímos. Antes de chegarmos ao bengaleiro a minha prima disse-me que ele a tinha magoado muito e que ele tinha ejaculado. Eu não conseguia dizer mais nada", finalizou.
Segundo o jornal espanhol, Dani Alves só será ouvido amanhã.
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