CR7 castigou Collina com cartão amarelo

"Cristiano Ronaldo, fazer 5 golos num playoff é um feito fantástico [...] Não foram 5, foram só 4 (corrige CR 7)"...

CR7 castigou Collina com cartão amarelo
CR7 castigou Collina com cartão amarelo • Foto: PEDRO FERREIRA

Uma dupla composta por Cristiano Ronaldo e Messi, CR7-Neymar, ou até mesmo o craque português e Ribéry já terá passado pela cabeça de muitos “malucos” do futebol. Porém, aposto o meu ordenado (bem, é melhor não) em como ninguém sonhou com os “estragos” que Cristiano Ronaldo faria ao lado de... Pierluigi Collina.

Pois é, o antigo árbitro italiano formou dupla com o internacional português, que ontem recebeu mais um prémio [ver peça à parte], na cerimónia de abertura da oitava edição dos Globe Soccer Awards. Collina vestiu o papel de entrevistador e CR 7 manteve o de protagonista. Bem, manteve, é uma forma de expressão, porque o craque português não se inibiu de exibir alguns amarelos, sem direito a expulsão, ao ex-árbitro. O penálti que Collina assinalou contra Portugal, no jogo inaugural do Euro’2004, e a intransigência do italiano em falar com os jogadores em campo motivaram muitas gargalhadas no auditório do majestoso Hotel Madinat Jumeirah.

Mas para entenderem melhor a momento que Record testemunhou no Dubai, aqui fica a entrevista que deixou Collina e CR 7 com um sorriso no rosto.

PIERLUIGI COLLINA – Cristiano Ronaldo, fazer cinco golos em dois jogos do playoff para o Mundial é um feito fantástico... (CR 7 interrompe)

CRISTIANO RONALDO – Não foram cinco, foram só quatro (risos).

PC – Sim, é verdade, estou sempre a contar com mais (risos). Mas qual é a sensação de fazer quatro golos num playoff tão importante?

CR – Fiz o meu trabalho, tal como toda a Seleção Nacional. A fase de qualificação foi muito complicada, a Rússia (aponta para Fábio Capelo que está na plateia) esteve brilhante. Depois, no playoff fomos muito mais fortes do que a Suécia. Queríamos muito ir a este Mundial.

PC – Imagino que o Campeonato do Mundo no Brasil, depois da forma como Portugal conseguiu apurar-se, seja muito especial para ti? Quais são os objetivos de Portugal?

N – Para ser honesto, temos de ter os pés bem assentes na terra, pensar jogo a jogo. Estamos num grupo muito complicado, onde defrontamos a Alemanha no primeiro jogo. O principal objetivo é passar a fase de grupos, depois veremos...

PC – Portugal sempre teve grandes jogadores, e esteve sempre muito próximo do êxito. Estou a lembrar-me do Euro’2004, em que foram à final, do Mundial’2006, nas meias-finais, ou do Euro’2012, onde perderam nas meias-finais com a Espanha. O que falta para Portugal ganhar?

CR – São momentos decisivos. Mas recordo que até 2008, se não me engano, a Espanha também não ganhou e depois passou a vencer e merecem tudo o que conquistaram. Acredito que Portugal pode fazer o mesmo no futuro. Não será fácil, até porque não temos tantos jogadores como Espanha, somos um país mais pequeno, mas isso não significa que não possamos vencer o Campeonato do Mundo. Não somos favoritos a ganhar o Mundial’2014, mas no Euro’2012 só perdemos com a Espanha na sorte dos penáltis. Acredito que Portugal ainda vai vencer um grande troféu.

PC – No Euro’2004 tinhas 19 anos, foi a tua primeira grande prova e logo em casa. Lembro-me que Portugal tinha as janelas todas enfeitadas com bandeiras e cachecóis. A pressão de jogar em casa era grande?

CR – Sente-se essa pressão, mas era uma pressão boa. As coisas não começaram bem , pois perdemos o primeiro jogo por 2-1, um jogo que, ainda me lembro, foi arbitrado por si (risos). E assinalou-nos um penálti contra. Não me esqueço (sorri)...

PC – Sim, é verdade. E tu fizeste o teu primeiro golo por Portugal?

CR – Pois foi (novo sorriso). Mas essa era uma pressão boa, tínhamos muito apoio, todas as famílias tinham uma bandeira nas suas casas, uma coisa que o míster Scolari pediu. Foi fantástico, nunca me esquecerei dessa prova. Foi um dos melhores torneios da minha carreira. Perdemos a final, o futebol nem sempre é fácil, mas foi tudo fantástico...

Ronaldo: «Falar consigo não era fácil»

Collina perguntou a CR7 qual a sua relação com os árbitros. “Gosto dos que permitem diálogo. Os outros são muito defensivos. Aliás, falar consigo não era fácil, assim que nos aproximávamos começava logo a impor distância. Ficávamos sempre em sentido e eu pensava: falar com o Collina não é fácil.” O italiano não se ficou. “Devias ser muito novo e eu não te conhecia bem (risos).”

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