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Foram vários os casos que terão contribuído para a saída...
As declarações de José Mourinho após a eliminação nas meias-finais da Liga dos Campeões deixaram bem claro o clima pesado que se vivia no seio merengue e que culminou, posteriormente, com uma rutura entra as partes e consequente saída do técnico português do Real Madrid. Tudo isto como consequência de um ano onde se somaram as polémicas, que aqui são recordadas.
Depois da consagração absoluta em 2011/12, o Real de todos os recordes não regressou de férias e, ao invés, surgiu uma equipa não raras vezes cinzenta e sem a chama que marcou o percurso anterior. Aliados aos maus resultados, começaram a surgir vários problemas fora das quatro linhas que romperam a união vivida nos meses anteriores.
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Caso Sergio Ramos
Com efeito, foram cinco os principais focos de instabilidade a marcar a agenda merengue esta época. O primeiro surgiu em fins de setembro, quando Mourinho chocou de frente com um dos pesos-pesados do balneário do Real: Sergio Ramos. Tudo começou após a derrota em Sevilha, a 15 de setembro, quando o defesa pediu ao treinador para ficar na Andaluzia de forma a conviver com os seus familiares e amigos.
Mourinho recusou, alegando que, depois da exibição da equipa, não fazia sentido que o central fosse visto a divertir-se. O problema surgiria pouco depois, já na capital espanhola, quando Sergio Ramos criticou publicamente a decisão. Um excesso que custou ao internacional espanhol a titularidade no jogo seguinte, frente ao Manchester City.
Quando tudo parecia sanado, eis que, na partida com o Deportivo, a 1 de outubro, para a Liga, Sergio Ramos utilizou a camisola de Ozil por baixo da sua própria indumentária, desafiando a autoridade de Mourinho e colocando-se ao lado do alemão, que havia sido duramente criticado pelo Special One ao intervalo dessa partida.
Após intervenções públicas de ambos, com Ramos a sublinhar que a sua relação com Mourinho era "honesta e boa", e com o técnico a explicar que "não existia qualquer problema", o conflito parecia ter terminado mas num clima de paz podre. Isto porque o treinador, nessa mesma conferência, afirmou de forma contundente: "Dou-me melhor com a minha mulher do que com Sergio Ramos..."
Choque com técnico do Castilla
No final de outubro, nova polémica. Em causa estava a gestão feita por Alberto Toril do Real Madrid Castilla, com Mourinho a acusar o técnico de pensar apenas nos resultados e não em formar os jogadores para o futuro.
"Toril tem de decidir o que é mais importante para ele: se terminar em 7.º ou 8.º ou ajudar a equipa principal. Tem liberdade para decidir mas a sua equipa atua num sistema tático diferente do nosso. Não existe conformidade e são os miúdos a pagar o preço", disparou Mourinho.
Toril respondeu poucos dias depois mas foi parco em palavras. "Mourinho é meu superior e tenho de respeitá-lo. Respeito o que disse. Mas não me parece que tenhamos uma equipa demasiado velha", referiu, em alusão ao facto do português ter dito que o Castilla atua com demasiados jogadores acima dos 23 anos.
Provocação aos adeptos
A gota de água surgiu a 30 de novembro, na conferência de imprensa de antevisão ao dérbi da capital espanhola. Confrontado com os focos de contestação que começaram a surgir entre os adeptos, Mourinho passou ao ataque e desafiou os próprios sócios.
"Já me aplaudiram e já me assobiaram. É a vida no futebol. Amanhã estarei sozinho, às 20.20, no Santiago Bernabéu. Por isso, se quiserem assobiar-me, lá estarei. Aceitá-lo-ei com tranquilidade", atirou, concretizando a "ameaça" instantes antes do encontro com o Atlético, quando surgiu sozinho no relvado. O pouco público presente não regateou aplausos ao técnico, com um tímido assobio aqui e ali.
No entanto, o gesto foi considerado uma afronta por Florentino, que acredita firmemente que o técnico não pode manter a "afición" em permanente estado de ebulição.
Rutura com Casillas
O próprio Iker Casillas, um dos pesos-pesados do balneário do Real Madrid, reconheceu o evidente: "Mourinho é honesto. A nossa relação a nível profissional é de muito respeito, já a pessoal não é nada assim", disse o capitão merengue há exatamente uma semana.
Com efeito, mesmo antes da lesão do guarda-redes já eram conhecidos os problemas entre ambos. Casillas esteve afastado durante várias semanas, sendo substituído por Diego López, reforço de inverno. No entanto, após a recuperação, Iker continuou sentado no banco e, a avaliar pelos desempenhos do ex-Sevilha e pelas declarações do técnico, por lá deverá continuar. Mas nem isso trava o seu desejo de se manter no Bernabéu, com ou sem Mourinho. "Continuarei no Real aconteça o que acontecer. É onde quero estar. O futuro de Mourinho? Têm de lhe perguntar...", referiu ontem o guardião.
Relação com Cristiano Ronaldo
Segundo confessou uma fonte próxima da direção merengue à agência noticiosa DPA, até mesmo a relação de José Mourinho e Cristiano Ronaldo já viveu melhores dias. A mesma fonte indicou que o internacional português se sente "desvalorizado" pelo técnico e que a relação tem vindo a piorar com o passar dos meses.
Aliás, o capitão da Seleção Nacional deixou espaço para rumores após a partida com o Dortmund. "Não estou preocupado com o futuro de Mourinho. Só me preocupo comigo e com o Real", sublinhou o avançado.
Críticas de Pepe
O último jogador do plantel merengue a entrar em choque com Mourinho foi o internacional português Pepe, outrora o patrão da equipa comandada pelo técnico português. O central saiu em defesa de Casillas e acabou por comprar uma guerra.
Mourinho respondeu a Pepe e disse que o problema deste dava pelo nome de Varane, defesa francês que entrou para o onze depois da lesão sofrida por Pepe no final de 2012 e que agarrou aa titularidade. Desde então, o central nascido no Brasil tem sido preterido por Mourinho, tendo ficado fora dos convocados em alguns dos últimos jogos.
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