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Leia a crónica do Barcelona-Real Madrid (1-3)...
Foi uma vitória sem espinhas, surpreendente pelos números e pela superioridade, aquela que o Real Madrid conseguiu em Camp Nou, salvando com brilhantismo indiscutível o primeiro match-point da época – está na final da Taça do Rei.
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Para o festival merengue no terreno do eterno rival muito contribuiu o talento e o génio de José Mourinho e Cristiano Ronaldo. O treinador juntou os cacos de uma equipa que parecia estar a desfazer-se e deu-lhe orgulho, altivez e consistência global pela via de um plano inteligente, ambicioso e que levava em linha de conta a qualidade dos jogadores; CR7 porque explodiu para uma exibição tremenda, sublinhada com dois golos em hora e meia na qual mostrou a sumptuosidade de um futebol que o Mundo parece ter reservas em reconhecer.
O tiki-taka foi agredido em Camp Nou não só com três tiros mas também com 90 minutos em que o Barcelona foi a extensão do que fez em S. Siro na semana transata: uma equipa que continua a ter posse em percentagem dentro dos números habituais mas que perdeu qualidades no processo que lhe dá eficácia. Um conjunto unido à volta da bola mas que afastou a circulação da área adversária; que deixou de ter soluções fraturantes e não transforma a iniciativa em massacre para quem defende; que não cria oportunidades de golo e, talvez mais importante, está mais lenta na transição defensiva.
A formação de Jordi Roura demorou mais tempo do que é habitual a roubar a bola no momento em que a perdeu, razão pela qual as saídas rápidas do Real Madrid foram fazendo mossa. E, para agravar a situação, os merengues tiveram bola suficiente para respirar e criar alguns lances de perigo para Pinto e companhia.
Em termos estratégicos, Mourinho beneficiou da madrugadora vantagem conseguida por CR7. O golo do português trouxe tranquilidade, ao passo que tornou mais ansiosos os jogadores catalães, argumento que explica por que motivo o Real dominou sempre o jogo. À exceção de uma oportunidade que Messi desperdiçou aos 2 minutos, o Barça incomodou muito pouco o extremo reduto adversário. A imprecisão da posse blaugrana, como não podia deixar de ser, foi aproveitada por Mourinho.
A pressão e o desdobramento rápido começou por funcionar como ameaça teórica mas teve, depois, efeitos no desenrolar do próprio jogo. CR7 fez o segundo, Varane o terceiro e só não houve quarto e quinto porque não valia a pena forçar. A história estava escrita: desde 11 de setembro de 2010 que o Barça não perdia por 2 golos em casa (0-2 com o Hércules); desde 9 de dezembro de 2008 que não sofria 3 golos (2-3 com o Shakhtar).
NOTA TÉCNICA (notas de 0 a 5)
Jordi Roura. Do Barcelona diz-se que pode ser dirigido pelo telefone. O jogo de ontem, com o Real, como o de S. Siro, com o Milan provou que não é bem assim. (2)
José Mourinho. Jogo com preparação estratégica sublime e a capacidade de motivação necessária para vencer e convencer. Uma noite simplesmente inesquecível. (5)
(Clique na imagem)
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