«Não jogo como o Ronaldo e ele não joga como o Benzema. Não passei de tenente a líder»

Avançado do Real Madrid recordou a passagem do português pelo Real Madrid em entrevista à 'France Football'

• Foto: Reuters
Karim Benzema foi eleito o melhor jogador francês em 2021 pela 'France Football' e em entrevista à revista francesa abordou vários aspetos do seu jogo e ainda da temporada, sem esquecer a forma como assumiu a liderança dos merengues após a saída de Cristiano Ronaldo.

Benzema tem estado em destaque esta época no Real Madrid, pelo qual já apontou 23 golos em 26 jogos. Quando questionado  sobre se se sente mais valorizado agora, o internacional francês foi taxativo.

"É melhor dizer que estou a ser realmente apreciado por muitas pessoas. Mas, tirando as estatísticas, marcando mais golos, não penso que o meu futebol tenha mudado. Mover-me, criar linhas de passe, fazer assistências, meter a bola na frente, jogar a um toque. Sei fazer isso há muito tempo e sempre soube. Ainda sou o mesmo jogador. Gosto de fazer jogar, mas sei marcar. Normalmente não se pode fazer as duas coisas, mas é o que acontece comigo", frisou, para depois completar a ideia.

"Não consumimos futebol como costumávamos. Não podemos acompanhar um jogo durante 90 minutos. Existem redes sociais. Não temos tempo para olhar para o que um jogador faz em campo, apenas olhamos para o que marcou. E no dia seguinte consideramos este último como o melhor. Isso já aconteceu comigo. Não faço um bom jogo, mas marco golo e sou visto como o melhor. Não gosto desse tipo de futebol, mas no futuro será cada vez mais assim. O futebol tornou-se um desporto em que só vemos as estatísticas. Tive de me adaptar", acrescentou, realçando ainda que ajudou Vinicius a evoluir a sua forma de jogar.

Com a saída de Cristiano Ronaldo do Real Madrid, no verão de 2018, a liderança no ataque dos merengues ficou entregue a Benzema, como o próprio explicou.

"Quando [Cristiano Ronaldo] jogava no Real Madrid, marcava entre 50 a 60 golos por ano. Tens de te adaptar a essa realidade. Tive que me mexer para lhe dar vantagem em campo e criar espaços para ele, porque ele rematava bem na área do adversário. Ele teve muito mais eficácia do que eu. Fiz-lhe assistências como ele me fez a mim. Quando ele saiu, fui eu que assumi essas responsabilidades de marcar golos e fazer assistências para os meus companheiros. Não jogo como o Cristiano Ronaldo e ele não joga como o Benzema. Não passei de tenente a líder. Não me perguntava se tinha de lhe passar todas as bolas, mas ele marcou o dobro dos meus golos", afirmou, concluindo: "O meu jogo não ficou mais natural desde que ele saiu. Não quero dizer que agora tudo passa pelos meus pés, mas sou eu quem cria e costuma acabar a jogada. Crio oportunidades e finalizo-as. Quando Cristiano Ronaldo estava lá, era eu quem criava e ele quem marcava."
Por Record
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