O verdadeiro negócio das Arábias

Tudo começou em 2009, quando Pérez, regressado à presidência merengue, levou o clube a assinar uma parceria o operador de telecomunicações da Arábia Saudita...

O verdadeiro negócio das Arábias
O verdadeiro negócio das Arábias • Foto: epa

O Real Madrid continua a crescer apesar da crise. Os sinais mais evidentes são a compra de Gareth Bale por 91 milhões de euros - suspeita-se que o valor acordado com o Tottenham se aproxime mais dos 100 milhões... - e o aumento salarial dado a Cristiano Ronaldo (17 milhões líquidos/ano).

Ambos, Bale e Ronaldo, podem vender muitas camisolas, mas são apenas peças numa máquina gigantesca com um faro impressionante por dinheiro e que está agora em força no Golfo Pérsico.

As ligações de Florentino Pérez a países daquela zona do Mundo, enquanto empresário do ramo da construção civil, através do grupo ACS, não podem ser dissociadas do percurso neste caminho, com benefício para ambas as atividades económicas em que o presidente dos merengues está envolvido.

Tudo começou a sistematizar-se em 2009, quando Pérez, regressado à presidência merengue, levou o clube a assinar uma parceria o operador de telecomunicações da Arábia Saudita, STC, a qual foi renovada no final desta semana, com o clube a passar a receber 23 milhões de euros por ano, até 2018.

No princípio de 2013 ano seguiu-se a assinatura com a companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos, a Emirates Airlines, que pagará 25 milhões de euros por ano para ter o seu nome na camisola do clube, e uma iniciativa em Jeddah (Árabia Saudita) do Real Madrid Campus Experience, inserida na política de relações públicas que tem por alvo os mais jovens.

Pelo meio, em julho, ficou a concessão da construção de uma fábrica na Arábia Saudita, no valor de 500 milhões de euros, atribuída a empresas do grupo ACS.

O dinheiro para contratações e salários milionários têm de vir de algum lado, além das receitas de bilheteira e merchandising e das digressões por países asiáticos ou norte-americanos, que, em conjunto ajudam o clube espanhol a ser, no Mundo, o que apresenta mais receitas em todo o Mundo, 520 milhões de euros em 2012/13, segundo a "Forbes", ou a marca mais valiosa, com um peso de impressionante 2.500 milhões de euros, à frente de Manchester United e do grande rival Barcelona.

Como parar é morrer, o mais recente passo do Real Madrid de Pérez visa crescer ainda mais. Aqui se inserem os "naming rights" do estádio Santiago Bernabéu, que o clube quer vender por 7,4 milhões de euros/ano, realizando um encaixe que lhe permita financiar a renovação da sua casa, num projeto avaliado em 300 milhões de euros.

A multinacional norte-americana Microsoft está interessada, mas o clube merengue ainda não tomou qualquer decisão, apesar do arranque das obras estar previsto para 2014. Os objetivos da equipa de Pérez são aumentar a superfície comercial do recinto e a capacidade para espectadores em mais 10 mil lugares.

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