Zidane e a chegada ao Real Madrid em 2016: «Quando aceitaram trabalhar, tudo acabou e chegou a alegria»

Em entrevista a um canal de YouTube, o técnico francês recordou como levou um plantel fragilizado a conquistar três Champions consecutivas

Seguir Autor:

Zidane posa com o troféu da Liga dos Campeões
Zidane posa com o troféu da Liga dos Campeões • Foto: EPA

O Real Madrid atravessa um momento delicado, depois do e do , o sucessor do ex-Bayer Leverkusen. E ninguém melhor do que Zinédine Zidane para dar a volta a um problema que parece não ter solução, tal como aconteceu em 2016, quando o treinador francês encontrou um balneário fragilizado após a saída de Rafa Benítez e que acabou por conquistar três Ligas dos Campeões consecutivas (2016, 2017 e 2018).

"Recordo-me de que estávamos a preparar um jogo contra o Ebro e surgiu-nos a oportunidade de treinar a equipa principal. Quando comecei no Real Madrid Castilla, tinha o sonho da equipa principal, mas depois de perder três jogos logo no início, achei que tudo acabaria ali. No princípio, chegávamos às 9 da manhã e saíamos às 11 da noite. Sabia onde me estava a meter. Tínhamos a melhor equipa do mundo. Olhava para os jogadores e sabia que, se trabalhássemos bem, poderíamos alcançar coisas importantes, e foi o que aconteceu. Não queríamos que os treinos fossem todos iguais", começou por dizer o antigo técnico dos merengues, em declarações ao canal 'Hamidou Msaidie'.

As dificuldades que encontrou à chegada

"Chegámos num ponto crítico. A equipa não estava bem fisicamente e apenas tivemos de lhes incutir a ideia de que precisavam de trabalhar em equipa. Pudemos trabalhar durante a semana, porque só tínhamos a Liga. Reuni-me com os quatro capitães e disse-lhes o que queria deles para ver se estavam comprometidos. Quando aceitaram trabalhar, tudo acabou e chegou a alegria. Redescobrimos a motivação deles. Trabalho e alegria. Pusemo-los a correr. O trabalho físico foi fundamental", revelou, continuando: "Disse-lhes que, se jogássemos contra o Atlético ou Barcelona, perderíamos a 100%. Se trabalharmos juntos, então é que poderemos ganhar-lhes - e foi o que aconteceu. Em janeiro não lhes teríamos ganho e, no final da época, vencemos os dois. Ao Barcelona na Liga e ao Atlético na Champions."

A relação com os jogadores

"No Real Madrid, estávamos à disposição dos jogadores. Para mim, é isso que torna a equipa forte: estás lá para o jogador. Se não entendes isto, não podes durar nesta profissão. Estamos lá para os apoiar; tens de demonstrar que estás lá para eles. Para que o balneário aceite o que queres implementar, temos de lhes cair bem. Se os jogadores não estiverem de acordo com tudo o que lhes é dado, os treinos, tudo isso... faltará sempre algo. Connosco, creio que desfrutaram muito a todos os níveis. Incutimos muita confiança aos jogadores. Tinham passado por uma má fase e precisavam de recuperar a confiança, a forma física, tudo. Criámos uma estrutura para que pudessem recuperar tudo. Quando um jogador é competitivo e está contente por treinar e ir a jogo, com certeza ganha as três Champions. Divertimo-nos imenso. Tentava fazê-los ver que todos eram importantes. Se não treinassem bem, não podiam jogar. Se na segunda-feira já sabes quem vai jogar no sábado, mau sinal. Os jogadores que não jogam não vão treinar bem."

Deixe o seu comentário
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Geral ver exemplo
Ultimas de Real Madrid Notícias
Notícias Mais Vistas