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A Procuradoria de Crimes Económicos de Valência decidiu iniciar uma investigação contra "quatro suspeitos de gerir o Valencia de forma desleal": o magnata Peter Lim, acionista maioritário do clube, o empresário Jorge Mendes, a presidente Layhoon Chan e o antigo presidente Amadeo Salvo. A notícia é avançada pelo jornal 'Las Províncias', que fala em negócios ilícitos, alguns deles alegadamente realizados com o Benfica.
O procedimento surge na sequência de uma queixa do ex-vice-presidente Miguel Zorío, e os visados são suspeitos de crime empresarial por falsidade contabilística, corrupção entre particulares e crime contra o erário público. A procuradoria tem agora seis meses para investigar e determinar se Lim, Jorge Mendes, Layhoon Chan e Amadeo Salvo vão, ou não, ser levados a tribunal.
Num documento apresentado por Miguel Zorío a 30 de janeiro deste ano às autoridades espanholas, o ex-'vice' do Valencia denunciava alegados negócios fraudulentos com o Barcelona, a Juventus e o Benfica. Refira-se que esta não é a primeira denúncia apresentada pelo antigo dirigente, sendo que as duas tentativas anteriores foram rejeitadas pelo tribunal.
Em causa estavam compras e vendas realizadas sob a égide de Peter Lim. "Há que recordar que em apenas um ano o Valencia gastou 211 milhões de euros em jogadores, valores só ao alcance do Chelsea, do City ou do PSG. O mais estranho de tudo é que, por exemplo, as contratações de Cancelo, André Gomes, Enzo Pérez e Rodrigo [2014/15] custaram 95 milhões de euros ao Valencia, quase 35 milhões foram parar às mãos dos empresários (gastos em contratações, como o Benfica denomina na documentação que entrega à Bolsa de Lisboa). O Benfica salvou assim a sua quebra económica e recebeu assistência financeira de Peter Lim e Jorge Mendes às custas do Valencia", disse Zorío num comunicado, citado pelo 'Las Provincias'.
O antigo vice-presidente do clube 'che' adianta que nos documentos apresentados às autoridades fiscais diz-se que Rodrigo e André Gomes foram contratados ao Benfica pela 'Meriton Capital Ltd', de Peter Lim, e depois revendidos ao Valencia.
Rodrigo custou ao Valencia 30 milhões de euros, mais 10 em variáveis, ao passo que André Gomes custou 15 milhões, com o Benfica a ficar com 25 por cento do passe, como detalha o jornal espanhol.
Segundo Zorío, dos 30 milhões, mais 10 em variáveis, da venda de Rodrigo, apenas 12,6 milhões entraram nos cofres dos encarnados, e que nos 15 milhões de André Gomes, 5,5 se perderam pelo caminho dos gastos. Já no negócio de Enzo Pérez, escreve o mesmo jornal citando os documentos apresentados pelo antigo dirigente, que o Valencia pagou 25 milhões e que mais de 6 milhões foram dispendidos em gastos de contratação.
"Chegou o momento de reagir. Estamos mais perto do que nunca de recuperar o clube. Temos de dizer a Peter Lim que não o queremos aqui. Mas também devemos dizer aos nossos responsáveis políticos que não podem dar nenhum benefício a este especialista em paraísos fiscais. A sociedade valenciana tem de fazer um verdadeiro cordão sanitário contra Lim, Mendes, Layhoon e Salvo", explicou Miguel Zório, citado pelo mesmo jornal.
Recorde-se que em 2015, Zorío já havia avançado com queixa contra Lim, Mendes e Amadeo Salvo, denúncias essas que foram arquivadas pela Procuradoria de Valencia; em 2020, o tribunal recusou igualmente aceitar uma queixa criminal apresentada contra o empresário português e contra o proprietário do Valencia pelo antigo conselheiro do clube 'che' António Sesé, considerando não haver indícios suficientes para abrir investigação.
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