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Edinson Cavani foi esta sexta-feira apresentado como reforço do Valencia para 2022/23. O internacional uruguaio, que chegou a custo zero e assinou por duas épocas, revelou que não assinou pelo clube espanhol por dinheiro e abordou a escolha do número 7 na camisola.
"Mentia se dissesse que não gosto de nenhum número, mas daí a pesar na camisola, não. Porque é um número numa camisola. Com todo o respeito aos jogadores que a usaram. Nunca chegaria a um clube e pedia um número da camisola a um companheiro de equipa", frisou o avançado, de 35 anos.
"Já tinha o Valencia em mente, porque sei que é um grande clube. Se fosse por dinheiro, havia outras propostas. Havia outros sentimentos meus que me puxaram até aqui. Na minha situação, queria tomar uma decisão que me mantivesse seguro onde queria ir", vincou Cavani, mostrando ser uma "responsabilidade" integrar um balneário com jogadores jovens.
"Tens uma carreira onde conquistaste respeito por tudo o que fizeste, não pelos golos mas sim por aquilo que és", afirmou, definindo-se como avançado.
"Sempre fui um avançado que sentiu sempre que o caminho para atingir os objetivos era trabalhar. Nunca me senti um fenómeno ou que tivesse coisas extraordinárias. Mas a minha carreira foi sacrificada. Tive que me esforçar muito para conseguir tudo o que consegui. Isto porque nós temos qualidade, mas há outros que têm muito mais qualidade e aqueles que têm menos, devem superar isso com trabalho", referiu Cavani, que revelou ainda ter vibrado no jogo com o Atlético Madrid.
"A minha vontade é [estar disponível para jogar] o mais rápido possível. Não quero dar um passo para frente e dois para trás. Temos de ir devagar. Contra o Atletico [Madrid], a minha adrenalina subiu. Quando marcámos o golo, gritei como se tivesse sido eu a marcar", contou.
Por Record