Durou apenas três semanas a passagem de Gonçalo Feio pelo Dunkerque e, esta terça-feira, o 'L'Equipe' traz alguns pormenores sobre os motivos da decisão do despedimento do técnico, incluindo declarações do vice presidente do clube, o antigo avançado Demba Ba.
"Não nos arrependemos. Estávamos convencidos de que o Gonçalo tinha potencial para fazer a equipa crescer, para estruturar a organização, desenvolver os nossos jovens e, através de um plano de jogo ambicioso, dar prazer aos nossos adeptos e jogadores. Estudámos a sua personalidade ao detalhe e sabíamos que era apaixonado e caloroso. Havia um risco, do qual estávamos a par. Mas, nas nossas conversas, fomos claros nos princípios de união e humildade. Quis acreditar nele. Mas isso acabou por ser um erro. Mas não o condeno. Todos têm os seus traumas", disse o antigo avançado.
Além das declarações de Demba Ba, o jornal francês revela que o ambiente no seio do plantel se foi tornando mais tenso com o passar do tempo, em especial por conta da elevada exigência do técnico, com críticas aos jogadores e alegadamente insultos em inglês. "Rapidamente passou a haver um silêncio enorme nos treinos. Uma atmosfera muito negativa. Os jogadores iam treinar com medo no estômago", detalhou uma fonte do plantel ao jornal francês.
À agência Lusa, na segunda-feira, Gonçalo Feio explicou a sua saída pelo facto de as duas partes estarem "em níveis diferentes de exigência".
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