Anthony Lopes sem medo

Anthony Lopes não se esquece da Seleção...

Anthony Lopes sem medo
Anthony Lopes sem medo • Foto: Getty Images

Eleito pela ‘France Football’ como o melhor guarda-redes da Ligue 1 de 2014/15, Anthony Lopes confessou à prestigiada revista desportiva gaulesa que não podia estar mais feliz, principalmente depois de ter renovado contrato com o Lyon até 2020. "Devo tudo a este clube e somos muitos a dever-lhe muito", referiu o internacional português, de 24 anos, antes de lembrar a forte ligação ao clube: "Ainda pequeno já vinha ver os jogos ao Estádio Gerland. Comecei aqui com nove anos e vivi aqui os melhores anos do Lyon."

Destacando o papel de Joel Bats, antigo guardião da seleção francesa e agora seu treinador, na sua evolução – "Segui-lo-ia de olhos fechados. Se estou aqui hoje é em grande parte devido a ele. É o nosso segundo pai", disse –, Anthony Lopes não tem dúvidas quanto aos pontos fortes: "A minha força é não ter medo. O minha forma de jogar é procurar o contacto. Adoro isso. Meter a mão, o pé, a cabeça... se for preciso sacrificar-me, faço-o sem me questionar."

Português a 100%

Quanto à opção pela Seleção Nacional, apesar de ter nascido em França, também deixou poucas dúvidas. "Foi uma escolha pessoal, do coração, familiar, que tomei muito cedo, com 16 anos. Em cada competição, toda a família apoiava incondicionalmente Portugal. Não digo que foi uma escolha fácil mas sim um escolha natural", frisou, rejeitando mesmo que tenha sido pressionado pelos pais: "Sinto-me completamente português, embora saiba que sou emigrante. Considero-me 100% português. É uma ligação muito forte. Sempre que posso vou lá. E agora é mais fácil e mais frequente com a Seleção."

Sobre os tempos na equipa das quinas, o guardião falou do contacto com Cristiano Ronaldo. "A primeira vez, claro que até vemos estrelas ao estar frente a um jogador destes. Estar no mesmo grupo que o melhor do Mundo é incrível. Mas, depois, lembro-me que temos a mesma profissão e as estrelas desaparecem. Ninguém se comporta como uma diva", confessou, antes de garantir que o facto de ter nascido em França nunca foi um problema dentro da equipa: "Claro que não. Não sou o único emigrante e nunca abordamos essas questões." *

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