Emery puxa orelhas a Neymar e Cavani mas carrega na dose do... brasileiro
Treinador do PSG lembra que a equipa está em primeiro lugar e só depois vêm os objetivos individuais
O Paris Saint-Germain (PSG) venceu o Lyon por 2-0 sem ter marcado qualquer um dos golos - autogolos de Marcelo e Jérémy Morel - num jogo onde se percebeu ainda que o relacionamento de Neymar e Edinson Cavani deixa a desejar, com a chegada do brasileiro a ameaçar criar uma clivagem no plantel.
O principal sinal deste ambiente veio de Daniel Alves que a meio da segunda parte se recusou a dar a bola a Cavani para a entregar ao compatriota de forma a que fosse este a marcar um livre perto da área do adversário. E no final do jogo Unai Emery enfrentou a questão e ficou claro quem tem de fazer o maior esforço:
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"O Neymar veio para o nosso plantel sabendo que queremos fazer coisas em conjunto. Com a sua habilidade e qualidade ele pode ajudar-nos a atingir os objetivos que estabelecemos - e depois pode também atingir os seus próprios objetivos", começou por dizer o treinador espanhol na conferência de imprensa após o jogo da 6.ª jornada da Ligue 1.
"Mas ele também sabe que há muitos outros jogadores de grande qualidade no plantel. Ele merece estar cá e vamos trabalhar com ele. Falei com o Neymar sobre o papel dele e falei também com o Cavani. A coisa mais importante durante um jogo é que eles se ajudem um ao outro, que trabalhem juntos, que possam discutir penáltis e livres", prosseguiu, encerrando o tema com um apelo à 'paz':
"Penso que ambos são jogadores inteligentes. Precisam um do outro. Trabalham em conjunto. Se o primeiro penálti é marcado por Cavani, então o segundo será para o Neymar."