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Mulher terá trabalhado sem documentos, sete dias por semana e não tinha direito a folgas ou férias
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Uma antiga empregada doméstica de Neymar acusou-o de obrigá-la a trabalhar horas a mais e sem folgas durante quase dois anos, quando o brasileiro estava em França, ao serviço do Paris Saint-German. A mulher pede uma indemnização de 368 mil euros, informa o jornal Le Parisien.
A funcionária terá trabalhado mais de dois anos sem documentos, sete dias por semana, sem direito a folgas ou férias. A acusação, citada pela imprensa francesa, fala em "trabalho oculto".
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A mulher, que trabalhava 70 horas por semana, recebia 15 euros por hora. O pagamento era feito em dinheiro e a ex-funcionária do brasileiro tinha de anotar num caderno o tempo de trabalho.
A situação remonta ao período entre janeiro de 2021 e outubro de 2022, quando o atleta de 31 anos estava em Paris. De momento, Neymar está no Al-Hilal de Jorge Jesus, na Arábia Saudita.
A empregada doméstica é brasileira e é mãe de quatro filhos. O primeiro contacto com a 'entourage' do jogador surgiu em 2019, quando foi contratada para ajudar numa festa. Em maio de 2020 passou a desempenhar várias tarefas e em janeiro do ano seguinte passou a ser funcionária a tempo inteiro.
A mulher diz que teve de procurar instituições de caridade para conseguir sobreviver e acusa o jogador de obrigá-la a trabalhar até duas semanas antes do parto do último filho.
Os advogados da brasileira tentaram entrar em contacto com o jogador, para procurar um acordo amigável, mas não tiveram sucesso. A assessoria do jogador, citada pelo G1, informou que "desconhece o assunto, porque Neymar não foi citado".
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