Guarda-redes salva adversário em paragem cardíaca: «Não havia respiração nem pulso, estava a ficar azul»

Samuel Fossey recusa título de herói e diz que apenas cumpriu um dever cívico

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Bola • Foto: AP

Samuel Fossey, guarda-redes do Oisseau-le-Petit, salvou a vida de um jogador do AS Requell, que sofreu uma paragem cardíaca num particular que as duas equipas amadoras disputaram em França no último sábado, mas não se considera um herói. Esta segunda-feira, num programa da 'RMC Sport', o jogador, que é bombeiro voluntário, diz que cumpriu apenas o seu dever.

"Não vou dizer que seja de gesto de herói; é um ato cívico, um dever", explicou Fossey, contando depois o que aconteceu: "Estávamos a jogar um particular. Eu estava a olhar para a bola e ouvi meu treinador gritar para o árbitro que estava um jogador no chão. Percebi que estava a sentir-se mal, pois não houve qualquer contacto, a bola estava longe dele. Fui até lá. Não havia respiração nem pulso, o rosto estava a ficar azul."

O guarda-redes iniciou a massagem cardíaca, ajudado por um vizinho, um socorrista de montanha. Um desfibrilador foi rapidamente levado para o relvado, o que ajudou a recuperar o pulso da vítima.

"Entrei para o corpo de bombeiros em 2013 e fiquei por alguns anos, antes de sair e voltar mais tarde como bombeiro voluntário", disse o guarda-redes, que trabalha como canalizador. "Há um programa de treino, realizado diretamente lá. Todos os anos temos cursos de atualização, praticamos com muita regularidade em centros de emergência", acrescentou o herói.

O jogador, de 40 anos, foi depois levado pelos serviços de emergência para o Hospital de Le Mans. "Esteve em paragem durante 10 minutos. Os cardiologista disse-nos que sem a massagem cardíaca no campo ele não estaria connosco", contou a namorada do futebolista a um jornal local.   

Nicolas Mauger, o presidente do US Requeil, diz que foi "um milagre". "Agradecemos aos jogadores que participaram nos primeiros socorros. Obrigado ao clube e ao presidente do Oisseau".

Fossey considerou, também, que a presença de um desfibrilador perto do estádio foi decisiva, defendendo que jogadores e treinadores deviam ter treino em primeiros socorros. 

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