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John Terry não esquece o impacto que José Mourinho teve no Chelsea quando chegou ao futebol inglês, em 2004, e, numa grande entrevista concedida ao ‘Daily Mail’, explicou por que razão o seu antigo técnico não está a ter o sucesso desejado no Man. United.
"Em todos os clubes ele teve personalidades fortes e não tenho a certeza de que as tenha no Manchester United agora. No Chelsea, teve. Sinceramente, creio que ele trará sucesso ao United, mas precisa de ter paciência", avisa o experiente central, contando um episódio claro da exigência do técnico português: "Ele envergonhou-me numa pré-época a seguir a termos sido campeões. Parou o treino, chegou ao pé de mim e disse: Se continuas a ‘oferecer’ a bola, eu vou comprar alguém por 50 milhões [para te substituir]. Eu pensei para comigo: ‘Mas eu joguei todas as partidas da época passada’! E agora estás a tentar humilhar-me!’ Na altura não percebi por que é que ele fazia aquilo, mas o meu instinto foi correr e dar tudo: voar nos desarmes e ganhar a bola. Ele sabia o que estava a fazer, a obter o melhor de nós próprios. Vi-o fazer o mesmo com Lampard, Drogba, Ashley Cole e Ballack, fortes personalidades que tínhamos no balneário."
Todos estes craques já tinham ficado impressionados quando o Special One chegou. "Depois do primeiro treino, de uma hora, estávamos no balneário e não acreditávamos no que tinha acontecido. Inacreditável! Ele tinha qualquer coisa de diferente: intensidade e o plano de trabalhos", contou o central, que logo aí viu uma oportunidade: "Fui buscar um bloco para apontar tudo o que ele fazia. Desde a sua primeira pré-temporada. Tenho todas as sessões registadas. O que ele fez, os comentários dos jogadores e reações nos jogos. Mesmo nos treinos, queria intensidade máxima."
Trio de candidatos
Considerando Terry que Mourinho precisa de tempo para construir uma equipa de personalidades fortes no United, o central descarta os red devils da luta pelo título esta temporada.
"O meu top 3 para esta época vai ser decidido entre Manchester City, Liverpool e Chelsea. Isso quer dizer que United e Tottenham irão lutar pelo 4º lugar da Premier League", afirma o central, que não esquece a importância do malogrado Ray Wilkins na sua carreira: "Esteve sempre comigo, nos bons e maus momentos. Que homem adorável! Quando cheguei aos 17 anos e lutava por um lugar no plantel do Chelsea, havia Desailly, Leboeuf e Duberry. Wilkins e Rix diziam-me: ‘Estão cá, mas são centrais que jogam à direita. Agora vem para aqui e jogas à esquerda. Passei dois anos a aperfeiçoar isso e na primeira equipa jogava sempre, pois ninguém queria ficar à esquerda [risos]."
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