Mourinho e a carta (que, afinal, é uma paródia) que está a dar que falar em Inglaterra

Eurosport divulga documento baseado no publicado pelo New York Times sobre a administração Trump

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José Mourinho não vive dias fáceis no Manchester United e esta sexta-feira o site do Eurosport divulgou uma alegada carta anónima que teria recebido de um responsável do clube britânico assumindo fazer parte de um grupo que está a tentar boicotar o trabalho do treinador português. Tudo não passou, afinal, de uma paródia que o jornalista que assina a peça acabou por confirmar no Twitter: a carta é semelhante à publicada esta semana pelo New York Times sobre a administração Trump...

"José Mourinho enfrenta um teste ao seu reinado no Manchester United. Não é só por causa de Pep Guardiola. Ou que os adeptos estejam amargamente divididos sobre a sua liderança. Ou até mesmo que pode perder Paul Pogba para o Barcelona em janeiro. O dilema - que ele não compreende - é que muitos dos altos funcionários da sua administração estão a trabalhar diligentemente de dentro para frustrar parte da sua agenda e aptidões. Eu sei. Pois sou um deles", pode ler-se no texto.

"Acreditamos que o nosso primeiro dever é com o clube, e o treinador continua a agir de maneira prejudicial à saúde de nossa amada equipa. É por isso que muitos dos que trabalham no United prometeram fazer o que pudermos para preservar a nossa instituição".

"O problema de Mourinho é a sua amoralidade (...) É um treinador que não tem afinidade com as ideias do United: um estilo ofensivo, extremos destemidos e um carisma genuíno. O melhor que ele fez foi invocar esses princípios mas o pior foi atacá-los de imediato."

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A paródia segue com críticas ao técnico português que continuam em relação à forma como reage às contratações: "Ele quis convencer-nos a gastar 80 milhões de libras (cerca de 89 milhões de euros) em Harry Maguire no dia de fecho do mercado. Depois, 35 milhões no Yerry Mina. Depois, 18 milhões no Godín. Basicamente, ele quis qualquer defesa disponível. Coube-me a mim, quer dizer, coube-nos desautorizar", explica o funcionário dos red devils.

"Em público e privado, Mourinho mostra uma preferência por futebolistas autocratas, jogadores altos e fortes, como Matíc e Fellaini, e mostra pouco apreço por avançados talentosos que sempre estiveram na génese do United (...) por exemplo, o treinador estava determinado em vender um dos melhores avançados, Anthony Martial. Durante semanas, na digressão aos EUA, Mourinho queixou-se da licença de paternidade de Martial e expressou a sua frustração com a recusa do futebolista em regressar mais cedo. Tivemos de tomar uma atitude e começamos a falar com Martial para a sua renovação"

"Dada a instabilidade que muitos testemunharam, houve rumores de que Zidane poderá  neste verão, o que iniciaria um processo complexo de remoção do gerente. Mas ninguém queria precipitar uma crise constitucional. Então, faremos o que pudermos para conduzir isto na direção certa até que - de uma forma ou de outra - o fim chegue"

"A maior preocupação não é o que Mourinho fez ao United, mas sim o que nós, como clube, permitimos que ele fizesse conosco. Afundámos e permitimos que nosso discurso fosse despojado de civilidade."

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A carta termina referindo que esta é uma "resistência silenciosa", apelando aos adeptos para mostrarem o seu desagrado com Mourinho em defesa do clube.




(notícia atualizada às 15h39)





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