Chelsea abre investigação após suicídio de ex-funcionário: colegas falam em "ambiente disfuncional"

Richard Bignell foi "abruptamente despedido" em setembro de 2021 e tirou a própria vida meses depois, em janeiro

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A morte de Richard Bignell, antigo funcionário do Chelsea que em janeiro tirou a própria vida, está a servir como ponto de partida para uma investigação no seio dos blues. Ao 'The New York Times', vários trabalhadores afirmam que se vive um "ambiente disfuncional" no clube, "marcado pela infelicidade, bullying, intimidação e medo".

Segundo a mesma fonte, a saída de cerca de 10 funcionários em setembro de 2021 - entre os quais Bignell, que foi "abruptamente despedido" nessa altura - foi o alarme inicial. Poucos meses depois, em janeiro de 2022, o britânico, casado e pai de duas filhas, suicidou-se. Relatos contam que Bignell, que era uma figura importante na televisão do Chelsea, mostrava traços de ansiedade tempos antes de deixar os blues.

"A última vez que o vi, estava a andar à volta de Stamford Bridge. Estava de rastos. Parecia que estava doente, tinha perdido muito peso", explicou um antigo colega de Bignell ao 'The New York Times'.

O Chelsea já reagiu à investigação, garantindo que quer proteger ao máximo os funcionários. "A nova direção do clube acredita firmemente num ambiente de trabalho que empodere os seus funcionários e assegure que estes se sentem seguros, valorizados e incluídos. Temos uma equipa externa a investigar as acusações que foram feitas à direção anterior", pode ler-se em comunicado oficial da formação inglesa.

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