Da falta de pulso à batalha de egos: as razões para a saída de Potter do Chelsea

Imprensa inglesa analisa o que correu mal nos blues sob a liderança do homem que sucedeu ao incómodo Tuchel

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• Foto: Reuters

Inconsistência nos resultados e uma equipa com jogadores de luxo, mas sem identidade, são algumas das razões apontadas pelo 'Daily Mail' para a saída de Graham Potter do comando técnico do Chelsea.

Os donos dos blues entenderam alguns resultados, motivados pelas lesões que assolaram a equipa, mas o facto de o técnico nunca ter conseguido criar um fio de jogo condutor contribuiu decisivamente, segundo o mesmo jornal, para a sua saída.

Houve quem questionasse os onzes e, sobretudo, quem seria responsável por eles. Havia dúvidas se Potter conseguia impor a sua voz no balneário e lidar com os egos na hora de escolher quem jogava.

Alguns membros do Chelsea, segundo o 'Daily Mail' ficaram com a impressão de que o treinador não era inteiramente livre na gestão da equipa, que algumas decisões eram-lhe retiradas das mãos por várias pessoas.

Conhecido pela sua flexibilidade tática, os vários onzes que apresentou foram também entendidos como falta de consistência. Alguns jogadores viram o seu peso na equipa subir e descer de forma drástica.

Além disso, nas duas janelas de transferências o Chelsea foi o clube que mais gastou e deixou Potter com um plantel de 30 jogadores de luxo. Mas faltava criar um elo de ligação entre eles... Depois de janeiro, os que já estavam questionavam-se onde encaixariam e cresceu a dúvida e a instabilidade, o que acabou por ter impacto nos resultados. Potter tinha a missão de colocar ordem nisto tudo.

Os treinos eram escrutinados pelos donos ou seus representantes, que assistiam às sessões. Alguns jogadores podiam até nem estar nos seus planos, mas ele tentava fazer com que todos estivessem felizes satisfeitos, uma tarefa praticamente impossível...

Exemplo disso foi a sua atitude depois da transferência falhada de Hakim Ziyech para o PSG. Em jeito de consolo, colocou-o a jogar no encontro seguinte, com o Fulham.

Depois de despedir o intempestivo Thomas Tuchel, os donos do Chelsea quiseram contratar um treinador mais calmo e cooperante, mas o tiro saiu-lhes pela culatra. Houve quem duvidasse das capacidades de Potter para liderar este barco, cheio de egos e estrelas.

De início os jogadores deram as boas-vindas ao seu positivismo, mas à medida que o tempo foi passando muitos reconheceram que para liderar com este Chelsea era necessário uma personalidade mais forte e um pulso mais firme.

Aliás, fontes próximas da equipa, citadas pelo jornal, avançam que no grupo havia quem questionasse se Potter tinha a força necessária para levar os jogadores a fazerem coisas que não queriam, como Tuchel fazia...

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