«Teria de marcar uns seis golos num jogo para ter uma reação positiva de Mourinho»

Robert Huth, antigo defesa alemão, recorda os tempos em que trabalhou com o português no Chelsea

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José Mourinho entrou na Premier League de rompante em 2004 e ainda hoje os jogadores que com ele trabalharam no Chelsea, aquando da primeira passagem do português pelos blues, recordam o treinador, não só pelos seus métodos, mas também pela sua dureza. Robert Huth, defesa alemão de 38 anos, que abandonou a carreira em 2018, no Leicester, recordou em declarações ao site de apostas 'Ladbrokes' a passagem do 'Special One' por Samford Bridge.

"Se não conhecesses os padrões de exigência do Mourinho, ele dava-te uma hipótese. E a seguir dava-te mais uma hipótese. Mas chegava a um ponto em que se cometesses um erro, estavas fora. Foi esse o ambiente que ele criou e foi por isso que o Chelsea se tornou tão bem sucedido", explicou o antigo internacional germânico.

"Ele criou aquelas fundações e expectativas para o clube todos os dias. Não era apenas o que fazíamos ao sábado, era todos os dias das nossas vidas enquanto jogadores do Chelsea. Eu adorava-o, para ser honesto. Para ele era branco ou preto, não havia meio-termo. Mas não me lembro de ter tido feedback positivo dele, era muito duro. Penso que teria de marcar uns seis golos num jogo para ter uma reação positiva da parte dele. Mas também não tinha problemas em analisar o nosso desempenho individual. 'Isso foi uma merda, uma merda'. Depois falava dos nossos erros e de como podíamos melhorar", lembrou Robert Huth.

O central recorda as conversas que teve com Mourinho: "Tive uma ou duas conversas em que ele me disse que eu era mau. Mas era algo necessário naquela altura, só que nem toda a gente consegue lidar bem com isso..."

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