Antigo dono do Palace defende Mourinho: «Shaw foi sobrevalorizado desde o início»

Simon Jordan aponta exemplo de Zaha para estabelecer comparação com o lateral

• Foto: Reuters

A comunicação social britânica insiste num cenário de crise interna no Manchester United após a eliminação da Liga dos Campeões, no dia 13, diante do Sevilha, em Old Trafford. Mais do que os efeitos de ficar fora da competição da UEFA, ecoam as críticas contudentes de José Mourinho aos jogadores em geral e o tratamento que estará a dispensar a Luke Shaw.

O último episódio protagonizado pelo lateral-esquerdo aconteceu no sábado no final da primeira parte do jogo com o Brighton, da Taça de Inglaterra, quando o treinador o substituíu por Ashley Young depois de ser notório que não estava satisfeito com a sua prestação.

Mourinho 'dividiu o mal pelas aldeias' justificando que até tiraria de campo o outro lateral [Antonio Valencia] se isso não representasse um risco para o resto do jogo. Mas o passado é fértil no que toca a episódios entre Shaw e o português e por isso proliferaram rumores a dar conta de uma discussão acesa no centro de treinos do United em Carrington  - entre quarta e sexta-feira - e até de frustração de jogadores e dirigentes que acham que o treinador está a fazer bullying com o jovem internacional inglês.

É neste contexto que surge o depoimento de Simon Jordan, um investidor e empresário britânico que já foi proprietário do Crystal Palace, em sentido contrário, chamando a atenção para pontos que na sua opinião têm passado despercebidos.

"Se querem personagens, seja no desporto ou nos negócios, têm de as elogiar e criticar em igual medida para assim consolidarem os seus carácteres. O Luke Shaw foi sobrevalorizado pelo [Louis] Van Gaal desde que entrou em Old Trafford", começou por salientar Jordan em declarações à rádio talkSPORT.

"Jogadores como [Wilfried] Zaha levaram um pontapé no rabo porque não estavam à altura dos padrões do Manchester United, enquanto Shaw ficou e até agora nunca passou de um jogador de segundo plano", prosseguiu o milionário britânico, encerrando:

"Por princípio pode não se gostar de ver pessoas a serem apontadas a dedo - e neste ponto não sei se estou ao lado de Mourinho -, mas este grupo de jogadores do Manchester United é fraco e não reagiu a um pobre desempenho na terça-feira [frente ao Sevilha na Liga dos Campeões]."

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