Direitos de TV para o exterior ameaçam equilíbrio da Premier League

Novo contrato vai criar um fosso financeiro e, consequentemente, desportivo entre primeiros e últimos

• Foto: Reuters

O novo contrato de direitos televisivos (DT) da Premier League no estrangeiro, para o período de 2019-2022, ameaça o histórico e tão aclamado equilíbrio pelo qual sempre se destacou a Premier League. Segundo o 'Telegraph', o novo vínculo - em fase de conclusão - vai fazer com que os seis principais clubes (Manchester United, Manchester City, Arsenal, Chelsea, Liverpool e Tottenham) recebam mais 87 milhões de euros do que as equipas do fundo da tabela num ciclo de três anos.

Pela primeira vez na história da prova, o contrato de DT para o exterior irá superar os 4 mil milhões de libras (4,6 mil milhões de euros), num aumento de 25 por cento, contrabalançando a queda nos valores do contrato a nível interno (de 6,1 MME para 5,8 MME). Anteriormente, a verba era dividida por igual por todos os clubes mas os seis principais emblemas conseguiram a aprovação desta nova fórmula que irá beneficiar os mais ricos e prejudicar os mais pobres.

Atualmente, cada clube aufere cerca de 47 M€ dos DT para o exterior, independentemente da sua posição na tabela do campeonato. Sendo certo que cada emblema irá receber pelo menos o mesmo, a verdade é que os de topo terão prémios maiores. De acordo com as contas do 'Telegraph', caso se confirmem os valores do contrato para o próximo triénio, o último classificado irá receber mais 1,4 M€, ao passo que o campeão, por exemplo, tem um encaixe extra de 27,7 M€.

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