Eric Cantona: «Mourinho não é o homem certo para a mulher certa»

Antigo avançado dos red devils está descontente com o português no Manchester United

• Foto: Reuters

O francês Eric Cantona manifestou o seu desespero, após o Manchester United ser derrotado (0-1) em casa pela Juventus de Ronaldo, em mais uma jornada da Liga dos Campeões. O insucesso dos red devils continua a gerar uma onda de críticas, com o treinador José Mourinho a não ser poupado, desta vez pelo antigo avançado de Old Trafford.

"Não é o homem certo para a mulher certa", considerou Eric Cantona, referindo-se ao trabalho de José Mourinho no United.

O antigo craque, de 52 anos, prosseguiu a sua análise: "Tem a ver com a maneira de jogar. Pode-se sempre perder um jogo, mas assumir os riscos. Não se pode dar 70% de posse de bola à Juventus em Old Trafford. Seria inimaginável com Ferguson no banco. Por isso, é um sofrimentos quando vejo o Manchester City a jogar tão bem. As crianças precisam de exemplos, de grandes jogadores, grandes movimentos e futebol criativo para se identificarem com um jogador ou uma equipa. Está-se a perder uma geração de jovens jogadores, que se identificam com a maneira de jogar do City. Deveriam dar uma chance a um jogador que conheça o clube por dentro, a identidade e a filosofia. E digo isto sem querer treinar o United", garantiu Cantona.

Na mesma conferência, desta quinta-feira, em Nottigham, Cantona falou ainda de alguns episódios da sua carreira, como no caso da agressão a um adepto do Crystal Palace, em janeiro de 1995, que lhe valeu uma suspensão de nove meses: "Devia ter-lhe dado com mais força", atirou, arrancando gargalhadas da assistência. "Claro que devia ter evitado aquilo, mas sou um ser humano. Não me arrependo, porque acho que os nossos atos numa determinada altura acontecem porque algo aconteceu. Aquele golpe de kung-fu ajudou-me a crescer. Fui levado a tribunal e depois os advogados do clube disseram-me que tinha de falar com a imprensa, a mesma imprensa que me destruiu e perseguiu por todo o lado. Porque haveria de ter de falar com eles? Eles insistiram que eu tinha de dizer qualquer coisa e eu respondei ok, eu digo. Se isso os deixava mais felizes... por isso disse aquela frase na altura: "Quando as gaivotas seguem um barco é porque pensam que vão atirar sardinhas ao mar."

Por Alexandre Reis
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