Ex-avançado conta tudo: «Estava com alucinações, a polícia chegou e fui à porta com duas facas»

Marcus Bent recorda período em que esteve viciado em cocaína, foi detido e acusado de tentativa de homicídio: "Bati no fundo", diz

"Normalmente sou muito fechado. Não falo da minha vida às pessoas". É com estas palavras que Marcus Bent abre o seu relato ao site 'The Athletic', em que revela na primeira pessoa mais detalhes sobre o que sucedeu em 2015, quando foi preso numa altura em que era viciado em cocaína.

Brent, hoje com 41 anos, era um avançado com faro pelo golo. Fez toda a carreira em Inglaterra e chegou a jogar na Premier League, no Everton, no Birmingham, entre outros. Conta que recorria à cocaína para se automedicar, depois de abandonar o futebol, em 2012.

Passavam pouco das 21h30 naquele dia 13 de setembro de 2015 quando Brent telefonou para a polícia, dizendo que alguém lhe tinha entrado em casa e que estava com medo de morrer. Três agentes acorreram ao local, mas não foram recebidos da melhor forma.

"Eu chamei a polícia e agarrei em algo para me defender. Quando eles chegaram, fui à porta com duas facas. Olhando para trás, obviamente que não o devia ter feito, mas eu não estava bem. Eles assustaram-se, viram à sua frente uma pessoa drogada, paranóica e com duas facas", recorda Brent.

"Imobilizaram-me com uma 'taser [arma de choque] e o resto vocês já sabem... Mas lembro-me que quando estava a caminho da esquadra sentia-me em segurança. 'Agora estou preso. Ninguém me pode apanhar'. Era assim que estava a minha cabeça naquela altura", prosseguiu.

O problema foi na manhã seguinte. "Diziam que eu ia ser acusado de tentativa de homicídio, nem conseguia acreditar. Eu nunca tiraria a vida a alguém. Chamei-os [aos polícias] porque estava com alucinações, paranoico e aterrorizado."

Acabou por ser condenado a 12 meses de prisão, com pena suspensa, e 200 horas de serviço comunitário, não remunerado, tendo admitido as acusações de agressão e posse de cocaína.

Brent recorda aquela fase como "o pior período" da sua vida. Depois, acabou por entrar numa clínica de reabilitação. "Lembro-me que não queria ir. Mas tinha batido no fundo e chegara a altura de perceber o que estava a fazer e quais eram as minhas responsabilidades."

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