Jorginho lembra burla de agente de jogadores: «Vivia com 20 euros por semana»

Médio do Chelsea admite ter ponderado deixar o futebol nessa altura

• Foto: EPA

É atualmente um dos jogadores preponderantes do Chelsea e presença regular na seleção italiana, mas a vida poderia nesta altura ser totalmente diferente para Jorginho. Tudo porque, ainda em jovem, o médio ítalo-brasileiro, agora com 27 anos, foi enganado por um agente de jogadores, numa situação que o levou mesmo a ponderar deixar o futebol. Na altura, enquanto vivia em Verona, Jorginho tinha apenas à sua disposição 20 euros por semana para viver, tudo porque esse mesmo empresário estava a desviar todo o dinheiro que supostamente era para o jogador...

A história foi partilhada pelo próprio Jorginho ao site oficial do Chelsea, num relato no qual o médio lembra a sua saída do Brasil para Itália e a forma como descobriu o esquema do tal agente.

"Estava a jogar num torneio e um agente observou-me e levou-me para a sua escola de futebol. A ideia era observar jogadores e levar aqueles que tinham qualidade para Itália. Foi isso que fez comigo, quando eu tinha 15 anos. Organizou um período de testes no Verona e fui para lá. Inicialmente foi muito fácil em Itália, porque estava a viver um sonho. Tudo era novo em folha...", admitiu.

"Comecei a entrar na rotina: treinar, escola, casa, casa, escola, treinar. Foi só isso que fiz durante 18 meses. Tinha 20 euros para viver a cada semana e não podia fazer mais nada, porque simplesmente não o podes fazer com essa quantia de dinheiro. Tudo o que fazia era simplesmente treinar e estudar. Foi realmente complicado. Isto porque o Verona não estava na Serie A na altura, não tinham escalões de jovens, por isso jogava numa equipa de formação chamava Berretti", lembrou.

E foi aí que percebeu que algo não batia certo... "Enquanto jogava aí, conheci um brasileiro e fiquei amigo dele. Perguntou-me como estavam a correr as coisas, há quanto tempo estava ali e eu disse-lhe que estava a viver com 20 euros por semana. Então ele diz-me 'espera lá um pouco, que há algo que não bate certo'. Fez alguns contactos e chegou à conclusão de que o meu agente estava a ficar com o dinheiro e eu não sabia de nada. Naquele momento quis desistir. Fiquei devastado!", recordou.

"Liguei para a minha mãe em lágrimas e disse-lhe que queria voltar para casa, que não queria jogar mais futebol. Ela disse-me 'nem penses nisso! Estás tão perto, estás aí há poucos anos. Não te deixo voltar a casa! Tens de ficar aí e ser forte. Fiquei e continuei a treinar com a primeira equipa e a jogar pelo Berretti. Até que a determinado momento decidi que queria sair por empréstimo. Fui para uma equipa da Série C2, o Sambonifacese".

E quando se pensava que a sua vida iria logo aí mudar... veio mais um contratempo. "Nesse período, o Verona foi promovido à Serie B e, quando voltei, o treinador disse-me que não contava comigo. Contudo, um dos dirigentes que conhecia muito bem lutou por mim e pediu ao treinador para ficar. Em outubro não tinha qualquer jogo disputado e pensei em sair em janeiro. Então o titular da minha posição lesionou-se e o seu substituto também. O treinador não sabia o que fazer: ou improvisar ou colocar-me. Lançou-me em campo e eu saí-me bastante bem", lembrou.

Daí em diante não mais largou a titularidade e em 2013/14 deu o salto para o Nápoles, clube no qual atuou até 2017/18. Mudou-se no arranque desta temporada para o Chelsea, a troco de 60 milhões de euros e ajudou os blues a conquistar a Liga Europa...

Por Fábio Lima
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