Mourinho, os idealistas ou os idiotas, e os jogadores do Sevilha que têm lugar no United

Técnico português disse mais em três minutos do que em 12 sobre o estatuto do United

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"'Hello! Hello! I'm alive'": Mourinho ainda ficou de sorriso nos lábios durante 4.06 minutos

A intensidade com que José Mourinho defendeu as suas ideias dois dias depois da eliminação do Manchester United diante do Sevilha nos quartos-de-final da Liga dos Campeões fica como um marco na temporada 2017/18, pois o treinador aliou paixão a um pragmatismo desconcertante quando contextualizou a história recente dos red devils, comparando-a à do clube espanhol - e de outros que dominam o futebol da atulidade.

"Fomos eliminados por um clube que foi mais bem sucedido nas competições europeias do que o United nos últimos sete anos. Fomos eliminados por um clube que tem uma tradição enorme em competições a eliminar, que está na final da Taça de Espanha, que eliminou o Atlético Madrid em duas mãos... um clube que há muitos é brilhante na abordagem do sistema de scouting, na forma como identifica os alvos, como investe, cada euro em investido de forma inteligente", apontou Mourinho, referindo-se ao trabalho liderado nos andaluzes pelo diretor desportivo Ramon Rodriguez Verdejo - mais conhecido por Monchi, que foi contratado pela Roma em abril do ano passado - e aos títulos conquistados na Liga Europa.

"Têm uma equipa com grande experiência ao mais alto nível, jogando todas as semanas frente a Real Madrid, Barcelona, Valencia, Atlético Madrid... defrontando os melhores jogadores [do Mundo]. Acha que o Sevilha não tem jogadores que jogavam diretamente na minha equipa? Não os posso nomear, pois se o fizesse os agentes deles iriam saltar de contentamento e colocar preços. O Sevilha tem vários jogadores que jogariam na minha equipa. Os adeptos lêem o que é escrito e ouvem o que as pessoas dizem e quem escreve e diz são pessoas com muitas ideias... e costumo dizer que pessoas com muitas ideias ou são idealistas ou idiotas", reforçou Mourinho, continuando a desafiar os jornalistas:

"Qual é diferença em ser eliminado nos oitavos ou nos quartos-de-final? Sim, eu disse que conseguia sentir o 'cheiro' da final sob o ponto de vista mental, mas também vos disse que nós não éramos uma das equipas de topo, um dos favoritos. E disse isto com estas palavras porque não posso usar outras enquanto ainda estou em competição - não posso ir para ali dizer que não temos qualquer hipótese de vencer a Liga dos Campeões..." 

"Da mesma forma não podem esperar que eu vos diga que este e aquele jogador têm de fazer mais e melhor. Por isso, prefiro dizer que Matic e Lukaku têm vindo a jogar ao mais alto nível desde que chegaram, até ao último jogo. Os nomes dos que não estão bem não vos posso dizer", acrescentou o treinador português numa mensagem clara para o interior do grupo de trabalho que lidera, para, já de pé rumo à saída da sala, encerrar:

"Não quero que os adeptos tenham expetativas baixas... quero que tenham expetativas altas porque também quero que os jogadores tenham expetativas altas."

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