Mourinho: «Podem achar que são desculpas, mas ninguém resistiria a esta situação»

Técnico do Tottenham recorda situação crítica no plantel

José Mourinho assumiu esta terça-feira, após a derrota que ditou o adeus do Tottenham à Liga dos Campeões, que apesar de acreditar na reviravolta ante o RB Leipzig, sempre encarou o encontro desta noite como algo muito complicado. De resto, o técnico português dos spurs optou por não criticar os seus jogadores, considerando que tudo foi feito para impedir o desaire e que, por isso, mais não lhes podia pedir. Por outro lado, Mourinho deixa claro que, na situação atual do clube, com várias lesões de jogadores chave, nenhum treinador poderia fazer melhor.

"Claro que antes do jogo estava bastante positivo e é assim que tinha de estar, pois se não for assim o melhor é não vir. Estava positivo, motivei os jogadores. Todos acreditávamos, mas sabíamos que era difícil. Eles são muito fortes. Começámos o jogo e tivemos logo uma oportunidade no início. Mas temos tido muitos problemas em marcar. Se virem bem, o Rudiger marcou por nós, tivemos um penálti... Tem sido difícil marcamos. Depois eles vieram, cometemos erros e marcaram. Depois disso o jogo fica difícil. Têm jogadores com uma capacidade física incrível. Os três defesas ou ganham os duelos ou param o jogo com faltas. Os médios são muito intensos e os avançado muito velozes. Claro que mereceram passar, porque foram melhores. Se tenho de ser crítico com os meus jogadores, mantenho isso para nós. Vou pelo global: deram o que podiam dar. Cometemos erros que já tínhamos analisado em jogos anteriores. Mas às vezes acontecem quando não tens mais nada para dar. Nunca culpo jogadores. Normalmente o que me custa é quando um jogador não dá tudo o que tem. Estou com estes rapazes, porque jogam nos limites", começou por dizer, à BT Sport.

Efeitos deste adeus europeu

"Provavelmente até será bom, pois por vezes é nos momentos maus que se pode preparar o futuro de uma forma melhor. Não há nada ou ninguém a culpar quando parece que em cada jogo há uma lesão traumática. Depois do Leipzig, por exemplo, perdemos o Son. Depois disso o Bergwijn. E não quero falar dos que perdemos há muito mais tempo. É essa a história da época, com vários problemas. Basta ver os resultados e a posição em que estávamos quando cheguei. A partir daí o negativo chega com a lesão do Hugo [Lloris] e parece que nunca mais pára. Olhamos para o nosso banco e... O Tanganga faz o primeiro jogo, o Sessegnon o segundo. É muito difícil. Não posso culpar os meus jogadores, pois deram tudo"

Pode comprometer projeto?

"Não creio. Este verão, a não ser que algo aconteça, quando começarmos a época teremos Sissoko, Son, Kane, Bergwijn e isso é muito importante. Hoje, por exemplo, mesmo antes do jogo fiquei a saber que não poderia usar o Davinson Sánchez. As pessoas podem dizer que são desculpas, mas isto é mau para qualquer um. Ninguém poderia resistir a esta situação. Temos agora os jogos da Premier com estes jogaores e vamos até aos limites, que é o que eles estão a fazer. É assim que vamos fechar a época"

Por Fábio Lima
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