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Central do Barcelona recordou a sua passagem por Inglaterra onde vestiu as cores do United
Gerard Piqué passou pelo Manchester United entre 2004 e 2008 e numa entrevista ao Player's Tribune o central do Barcelona recordou um momento engraçado que aconteceu quando tinha acabado de chegar a Old Trafford.
"Cheguei ao Manchester United um rapaz e saí um homem. Foi uma época louca para mim, porque nunca tinha saído de casa antes. Passei os meus primeiros 17 anos a crescer em Espanha, na academia do Barcelona, e quase senti que estava a jogar para a equipa do liceu ou algo do género. Conhecia toda gente e estava perto da minha família. Para mim, portanto, o futebol era apenas diversão. Não entendia o lado comercial do jogo, de todo. Depois cheguei ao United e, honestamente, foi um choque completo", acrescentou o internacional espanhol.
"Sir Alex [Ferguson] foi fenomenal comigo desde o primeiro dia, era como um segundo pai para mim. Fez-me merecê-la, mas acabou por me dar uma oportunidade. Num dos meus primeiros jogos em Old Trafford, estávamos no balneário a equiparmo-nos e eu estava muito nervoso. Imaginem - tenho 18 anos e estou sentado num pequeno balneário, a calçar as minhas meias ao lado de Ruud Van Nistelrooy, Ryan Giggs e Rio Ferdinand. Só queria ser invisível. E pensava: 'Faz o teu trabalho e passa despercebido'", começou por contar, prosseguindo.
"Então, estávamos sentados à espera que o treinador entrasse para falar connosco e eu estou literalmente sentado ao lado do Roy Keane. O balneário é tão pequeno que as nossas pernas quase se tocavam. Não havia espaço nenhum. Estava um silêncio de morte. De repente, ouve-se uma pequena vibração. Muito baixinha…Bzzzzzz...Bzzzzzzz. O Roy começa a olhar em redor. Bzzzzzzz …..Ah m.... Percebo que sou eu. É o meu telemóvel. Deixei-o a vibrar e estava no bolso das minhas calças, enfiado no saco com roupa que estava logo atrás da cabeça do Roy".
"O Roy não consegue perceber de onde vem o barulho. E começa a olhar ao redor da sala como um maníaco. Os olhos dele estão a percorrer tudo e ele está a tentar descobrir. Conhecem aquela famosa cena com Jack Nicholson no 'The Shining', quando ele arromba a porta? Era assim que o Roy parecia. Então ele grita para toda a gente, "De quem é esse telefone?!" Silêncio. Ele pergunta novamente. Silêncio. Ele pergunta pela terceira vez. "De quem. É. O ca…ho. Do filho da p…. Do telefone?!". Por fim, assumi, como um rapazinho. Muito calmamente, eu disse: "Peço desculpa. É meu." O Roy colocou o braço à minha volta, riu-se e disse-me para não me preocupar com isso... Não, claro, que estou a brincar! O Roy perdeu a cabeça! Ficou louco à frente de toda a gente! Foi incrível. Quase me borrei todo! Mas foi uma boa lição", frisou o defesa central do Barcelona, lembrando que agora tudo é diferente.
"Agora, em 2018, tudo é diferente. Todos os jovens estão com os iPhones antes dos jogos. Mas naquela época, em 2006? Era um mundo diferente. Não se fazia. Especialmente, não se fazia no United. Não no balneário do Roy Keane. Foi um dos milhares de erros que cometi quando estava no United".
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